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Brava entrega resultado abaixo do potencial, dizem analistas

Brava entrega resultado abaixo do potencial, dizem analistas

Volume de hedges aumentou no trimestre em contexto de mercado com excesso de oferta, o que agora limita a exposição à alta do Brent

A Brava divulgou na quarta-feira (11) os resultados do quarto trimestre de 2025 – e o balanço é de um trimestre operacionalmente fraco, com produção abaixo do esperado, custos mais altos e uma ironia do destino: os hedges contratados em um momento de excesso de oferta agora limitam os ganhos justamente quando o Brent disparou com a guerra no Irã.

O Ebitda ajustado de R$ 808 milhões – queda de 38% em relação ao trimestre anterior, mas alta de 60% na comparação anual – ficou em linha com as estimativas da XP Investimentos, com desvio de apenas 1%.

O lucro líquido de R$ 588 milhões surpreendeu positivamente frente à projeção de prejuízo de R$305 milhões da casa.

“O 4T25 da Brava ficou abaixo do esperado, com o Brent mais baixo, produção e vendas menores, além de lifting costs mais altos pesando nos resultados”, avalia o analista Régis Cardoso.

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Resultados da produção

A produção total atingiu 76,8 mil barris equivalentes por dia, recuo de 15,1 mil barris em relação ao 3T25. Três fatores extraordinários explicam o tombo: a interdição de parte das instalações de Potiguar pela ANP, paradas programadas para manutenção em Papa-Terra e Parque das Conchas, e ajustes no FPSO Atlanta. Não houve vendas em Parque das Conchas no período.

O lifting cost consolidado subiu 10% no trimestre para US$14,6 por barril.

“O lifting cost de Potiguar de US$ 17,9/boe no 4T25 pode diminuir à medida que a produção se recupera após a interdição da ANP”, projeta Cardoso. Papa-Terra, por sua vez, reduziu o custo de US$ 22,3 para US$ 21,4 por barril, apesar da menor produção.

No campo financeiro, a alavancagem recuou levemente para 2,2 vezes dívida líquida sobre Ebitda, com dívida líquida de US$ 1,7 bilhão. O fluxo de caixa livre recorrente ficou próximo do neutro.

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Hedge limita ganhos

O ponto mais sensível para o curto prazo é a posição de hedge.

“O volume aumentou no 4T25, o que fazia sentido no contexto de mercados com excesso de oferta, mas que limitará ainda mais a exposição à alta do Brent agora”, alerta Cardoso.

“Esperamos que os resultados se recuperem à medida que a produção volte a níveis mais normalizados e os preços do Brent apresentem tendência de alta, embora os hedges existentes possam limitar o potencial de alta”, conclui o analista.