Uma falsa holding chamada Plan B, supostamente voltada para planejamento financeiro e patrimonial, foi responsável por extorquir mais de R$ 1 milhão de investidores. Até o momento, mais de 40 processos foram abertos no Tribunal de Justiça de São Paulo contra a companhia, que sumiu do mercado junto com seu responsável, Rodolpho Barbosa de Almeida.
A operação da falsa holding envolvia a captação de recursos de investidores, sob a promessa de sociedade para aplicação em empreendimentos imobiliários, um fundo para investimento em uma fazenda de gado, além de algumas operações offshore.
Na Plan B, a estratégia envolvia direcionar investimentos para suas demais divisões: Plan B Agrotech, R2 Pharma Distribuidora de Medicamentos, Plan B Empreendimentos Imobiliários e Plan B Empréstimos.
Como funcionava a operação da Plan B
Os investidores eram atraídos por meio de um Instrumento Particular de Constituição de Sociedade em Conta de Participação (SCP), um tipo de contrato que estabelece uma parceria entre duas ou mais pessoas para um projeto específico. Nesse arranjo, o investidor aportava capital como “sócio”, mas sem envolvimento direto na gestão da empresa.
O contrato estipulava um prazo inicial de seis meses para o investimento, com a possibilidade de renovação a critério do investidor. A liquidação do capital aconteceria em até 45 dias, enquanto os lucros prometidos seriam pagos mensalmente e poderiam ser acompanhados por meio de um aplicativo da própria empresa.
As promessas de retorno eram consideráveis. Em um dos e-mails obtidos pela reportagem do E-Investidor, a Plan B garantia a um investidor que um aporte de R$ 10 mil em um fundo de renda fixa resultaria em R$ 11,8 mil após seis meses, representando uma rentabilidade acumulada de 18%.
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