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Enel SP registra lucro líquido de R$ 330 mi em meio a crise do apagão de SP

Enel SP registra lucro líquido de R$ 330 mi em meio a crise do apagão de SP

A Enel SP reportou um lucro líquido de R$ 330,2 milhões no 3TRI24, mas enfrenta críticas por apagão e queda nos lucros acumulados

A Enel São Paulo (Enel SP) divulgou nesta segunda-feira (28) um crescimento expressivo de 58,6% no lucro líquido do terceiro trimestre de 2024 (3TRI24), totalizando R$ 330,2 milhões. 

Esse aumento foi impulsionado por uma melhora no resultado operacional, medido pelo EBITDA, que subiu 13,3%, alcançando R$ 1,046 bilhão, além de um desempenho financeiro positivo ao longo do período.

Em termos de receita, a companhia também obteve um crescimento significativo, com um avanço de 12,7% em relação ao mesmo período de 2023, alcançando R$ 5,411 bilhões. 

No acumulado dos primeiros nove meses do ano, no entanto, a Enel SP apresentou uma queda de 27,2% nos lucros, somando R$ 819,7 milhões.

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Enel SP: investimentos da empresa sobem 3TRI24 em meio a crise do apagão de SP

Apesar dos resultados financeiros positivos, a Enel SP enfrenta um contexto de fortes críticas e descontentamento popular, especialmente após o apagão que afetou a Região Metropolitana de São Paulo em 11 de outubro, atingindo cerca de 3,1 milhões de pessoas. 

A tempestade, considerada pela empresa o mais severo evento climático na região em três décadas, resultou em um apagão de grandes proporções, gerando questionamentos de políticos e da população sobre a infraestrutura da concessionária.

Durante o período eleitoral em São Paulo, as campanhas dos candidatos a prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos (PSOL) e Ricardo Nunes (MDB), acusaram a Enel SP de falta de investimentos e chegaram a ameaçar solicitar a caducidade do contrato de concessão devido à crise energética da região. 

Em contrapartida, o balanço da Enel SP revelou um aumento de 54,4% no seu Capex nos últimos meses, totalizando R$ 574 milhões. O Capex, sigla para capital expenditure (despesas de capital), refere-se ao montante que uma empresa investe na aquisição, atualização e manutenção de ativos físicos de longo prazo.

Esse investimento pode incluir propriedades, equipamentos, tecnologia e infraestrutura, essenciais para a operação e crescimento da empresa. Na visão do mercado, esses números avaliam se a companhia investe em novos projetos, expande operações ou melhora a eficiência dos negócios.

Ainda assim, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) reconheceu que a resposta da empresa ao evento climático extremo foi “insatisfatória”. A Enel SP, por sua vez, defende os investimentos já realizados e afirma estar comprometida com a modernização e a continuidade de seu plano de melhorias operacionais.

Enel SP se defende das críticas

Em resposta às críticas, a Enel SP destacou um aumento de 24% no número de eletricistas próprios nos últimos 12 meses e anunciou planos de ampliação, com 1,2 mil novos profissionais previstos para serem incorporados até março de 2025. 

A empresa também comunicou que restabeleceu 80% da energia dos consumidores até o dia seguinte ao apagão.

Entretanto, essas ações não foram suficientes para aplacar as críticas de órgãos reguladores e autoridades. A Aneel emitiu recentemente um termo de intimação contra a Enel SP por descumprimento do plano de contingência pactuado, citando reincidências no atendimento emergencial insuficiente aos consumidores. 

A concessionária já havia sido multada em R$ 165 milhões por falhas durante o apagão de novembro do ano passado, com o pagamento suspenso judicialmente.

Outro ponto de tensão para a companhia foi o aumento de 67% nas provisões para riscos fiscais, cíveis e trabalhistas, que totalizaram R$ 37,4 milhões no terceiro trimestre.

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