A Coteminas e suas empresas controladas — Springs Global, Santanense e Ammo Varejo — entraram com pedido de recuperação judicial, que foi aprovado pela Justiça. O fundo Ordenes pediu vencimento antecipado de debêntures da Ammo Varejo emitidas em 2022 por meio de uma notificação.
As empresas controladas pela Coteminas vinham dando sinais de dificuldades financeiras e operacionais. O grupo do setor têxtil, de Josué Gomes da Silva, buscava negociar passivos e estender o prazo de pagamentos de diversas dívidas.
As manobras de recuperação dos negócios eram impedidas pelo volume envolvido nas negociações e na complexidade de estabelecer condições viáveis.
Recuperação judicial da Coteminas: entenda o caso
Após a notificação do Ordenes, que queria a execução das ações da Ammo sob titularidade da Coteminas, as companhias afirmaram que as condições para o vencimento antecipado da dívida não foram configuradas, incluindo a possibilidade mencionada pelo fundo.
A recuperação judicial da Coteminas deve envolver pelo menos 12 bancos como credores, conforme a lista de dívidas divulgada no balanço da companhia. Entre eles, os bancões tradicionais, como Bradesco (BBDC4), Banco do Brasil (BBAS3), Santander (SANB11), além de outros menores, como Daycoval e Pine (PINE4).
Gomes comunicou anteriormente que tentava vender ativos da família para reduzir a alavancagem dos negócios. A chinesa de fast fashion Shein também realizou um aporte de R$ 100 milhões em 2023, mas não foi o suficiente. A deterioração das operações e os problemas em negociações com credores prevaleceram.
“Conforme já amplamente informado, desde o fim da pandemia, a companhia vem tendo seus negócios negativamente impactados pela combinação de fatores adversos que acarretaram dificuldades financeiras”, comunicou a Coteminas.
Com a aprovação do pedido de recuperação judicial, todas as ações de execução que envolvem as empresas foram suspensas, conforme previsto na Lei de Falências.