Assista a Money Week
Compartilhar no LinkedinCompartilhar no FacebookCompartilhar no TelegramCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsApp
Compartilhar
Home
Economia
Notícias
Governo propõe reformas na Lei de Falências visando agilizar processos

Governo propõe reformas na Lei de Falências visando agilizar processos

O governo brasileiro enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei que visa modificar a Lei de Falências, que está em vigor desde 2005. A proposta, encaminhada com urgência constitucional pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tem como objetivo principal acelerar os processos de falência.

O projeto busca ampliar os poderes dos credores, considerados os principais interessados na liquidação eficiente dos ativos das empresas que se tornaram inviáveis. 

O Ministério da Fazenda afirma que a medida visa aumentar a transparência dos processos de falência e modernizar a administração da massa falida.

Plano de falência

Uma das principais mudanças propostas é a autorização para que os próprios credores escolham um gestor para administrar a massa falida, em substituição ao administrador judicial atualmente designado pelo juiz.

O projeto também introduz o “plano de falência”, que deve ser elaborado pelo gestor fiduciário e submetido à aprovação dos credores. Este plano pode propor várias formas de venda dos ativos, dispensando a aprovação judicial após a aprovação do plano pela assembleia geral dos credores e a homologação pelo juiz.

Publicidade
Publicidade

A proposta também visa dispensar o processo de avaliação de bens, permitindo que os ativos sejam diretamente leiloados, caso haja aprovação dos credores. Atualmente, a avaliação leva, em média, cinco anos, o que atrasa significativamente o processo de falência.

Fila de credores

O projeto também visa reduzir as disputas e acelerar o pagamento aos credores após a venda dos ativos. Os credores poderão aprovar um plano por maioria para estabelecer uma ordem de pagamento.

A proposta pretende estender à falência dispositivos semelhantes aos processos de recuperação judicial. Segundo o Ministério da Fazenda, o gestor fiduciário poderá vender os bens da massa falida mais rapidamente e obter mais recursos para quitar os débitos.

O projeto de lei foi discutido com o setor privado na Agenda de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda. Essa agenda visa aperfeiçoar as regulações para dar mais eficiência ao setor produtivo. A expectativa é que as mudanças propostas possam trazer benefícios significativos para o ambiente de negócios no Brasil.

Recuperação judicial

Durante a recuperação judicial, os bens da massa falida são vendidos para pagar os credores. Se a empresa devedora não conseguir pagar as dívidas e cumprir o plano de recuperação, os credores podem exigir a execução do acordo ou entrar com pedido de falência. Se o juiz decretar a falência, a empresa fecha definitivamente, e os ativos da massa falida são leiloados para quitar pelo menos parte da dívida.

Atualmente, o valor arrecadado com a venda dos ativos na falência é destinado na seguinte ordem: créditos trabalhistas de até 150 salários mínimos ou de acidentes de trabalho; créditos com garantia real, como imóveis; créditos tributários, como impostos; e demais créditos, como dívidas com fornecedores e consumidores lesados. Essa fila costuma gerar imensas disputas judiciais, que atrasam o processo. A nova proposta visa reduzir essas disputas e acelerar o processo de pagamento.