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Motiva deixa setor de aeroportos para buscar novos leilões

Motiva deixa setor de aeroportos para buscar novos leilões

A companhia agora foca na redução da dívida e no reforço de caixa, para ganhar maior flexibilidade nos leilões

A Motiva (MOTV3) concluiu a venda da plataforma de aeroportos para a companhia mexicana ASUR, Grupo Aeroportuario del Sureste, pelo valor patrimonial de R$ 5,187 bilhões. Segundo o relatório da BB Investimentos lançado hoje (4), a recomendação de compra foi mantida com o preço-alvo de R$ 17,50 para o final de 2026.

A venda faz parte de uma estratégia da companhia para otimização da estrutura de capital e redução do endividamento da holding, que no segundo trimestre de 2026 estava em R$ 6,8 bilhões. Além de comunicarem a intenção de fazer o resgate antecipado integral das debêntures da 17ª e das 18ª emissões, com recursos provenientes da venda.

Outro ponto destacado pela empresa foi a aprovação de R$ 1,5 bilhão, equivalente a R$ 0,7233 por ação em juros sobre capital (JCP) próprio com pagamento previsto para 17 de setembro de 2026. E a partir de 8 de setembro, as ações passaram a ser negociadas com ex-JCP.

“Neste caso, porém, não se trata de pagamento extraordinário e não há relação com a transação aeroportuária”, reafirma Luan Calimério.

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Alavancagem em queda

Segundo o relatório, a venda foi vista como positiva, uma vez que o valor pago representa 8,8 vezes o Ebtida da operação aeroportuária, acima das médias em de 6,8 vezes nos últimos 5 anos (data-base de 2025) e de 7,3 vezes nos últimos 12 meses.

O documento ainda ressaltou que segundo as estimativas, a utilização de parte dos recursos para reduzir o endividamento no nível da holding poderia reduzir a desalavancagem de 3,7 vezes para 3 vezes a dívida líquida sobre o Ebitda.

Esse fator poderia diminuir as despesas financeiras e aliviar o custo consolidado da dívida, já que o endividamento da holding costuma apresentar um custo mais elevado.

Proporcionando uma maior flexibilidade à Motiva para participar de novos leilões e realizar novas captações para novos investimentos, já que o limite de alavancagem estabelecido nos covenants era de 4,75 vezes no segundo trimestre de 2026.

“Ainda que o movimento tenha sido positivo, entendemos que a conclusão da transação já era amplamente esperada pelo mercado, limitando o potencial de surpresa positiva decorrente do anúncio”, comenta o analista.

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