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EUA criam 162 mil vagas em agosto e superam com folga as projeções

EUA criam 162 mil vagas em agosto e superam com folga as projeções

Taxa de desemprego ficou estável em 4,1%, e os dados de junho e julho foram revisados para cima em 55 mil vagas somadas

A economia dos Estados Unidos criou 162 mil vagas fora do setor agrícola em agosto, resultado bem acima do que o mercado projetava, com expectativas que variavam entre 53 mil e 65 mil novas posições. A taxa de desemprego ficou estável em 4,1%, segundo o relatório divulgado nesta sexta-feira (4) pelo Bureau of Labor Statistics.

O número também supera com folga o próprio histórico recente. A média mensal dos 12 meses anteriores era de 31 mil vagas. Além disso, os dois meses anteriores foram revisados para cima: junho passou de 20 mil para 31 mil postos, e julho saiu de uma perda de 23 mil para um ganho de 21 mil. Somados, os dois meses ficaram 55 mil vagas acima do reportado antes.

Onde as vagas apareceram

Serviços de alimentação e bares lideraram, com 59 mil postos, número bem superior à média mensal de 12 mil registrada nos 12 meses anteriores. A educação em governos locais somou 42 mil vagas, revertendo em boa parte a queda do mês anterior, e segue praticamente estável desde janeiro de 2025.

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A indústria manteve a trajetória de alta, com 16 mil vagas, e acumula 58 mil postos desde o piso recente de dezembro de 2025. A saúde criou 13 mil vagas, ritmo abaixo da média de 32 mil dos 12 meses anteriores.

Na contramão, o setor de informação perdeu 23 mil postos, com cortes em provedores de infraestrutura de computação e processamento de dados, em editoras e em radiodifusão. A construção variou pouco, com 22 mil vagas.

Salários e força de trabalho

O salário médio por hora no setor privado subiu 10 centavos, ou 0,3%, para US$ 37,75. Em 12 meses, o avanço é de 3,1%. Entre os trabalhadores de produção e sem função de supervisão, o ganho foi de 11 centavos, para US$ 32,53. A jornada semanal média subiu 0,1 hora, para 34,4 horas.

Na pesquisa domiciliar, o número de desempregados ficou em 7,0 milhões, praticamente estável no mês e no ano. Os desempregados de longa duração, sem trabalho há 27 semanas ou mais, somaram 1,9 milhão e representam 27,0% do total. A taxa de participação na força de trabalho subiu levemente, para 61,6%, mas acumula queda de 0,5 ponto percentual desde janeiro.

Um dado se destacou entre os indicadores de subutilização: o número de pessoas trabalhando meio período por razões econômicas caiu 414 mil, para 4,4 milhões. São trabalhadores que preferiam jornada integral, mas tiveram as horas reduzidas ou não encontraram vaga em tempo integral. Já os desalentados, que acreditam não haver emprego disponível para eles, somaram 441 mil, sem variação relevante.

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