O Itaú BBA mantém a Multiplan (MULT3) como sua preferência no setor de shopping centers. A escolha se apoia na qualidade e na dominância do portfólio premium da companhia, além do potencial de crescimento real dos aluguéis acima do que os concorrentes conseguem entregar.
“A tese é sustentada pela disciplina na alocação de capital, pela capacidade de gestão dos ativos e pelo histórico de desenvolvimento imobiliário”, aponta o Itaú BBA.
O banco também considera atrativo o desconto com que a companhia negocia em relação aos títulos públicos indexados à inflação, referência usual para comparar ativos de renda previsível e longo prazo.
“A reforma tributária do consumo é um catalisador relevante para o crescimento dos lucros nos próximos anos”, avalia o Itaú BBA.
Um mini-bairro ao lado do VillageMall
Precursora dos shoppings na Barra da Tijuca, a Multiplan estuda o que fazer com um terreno que está no seu portfólio há anos. O plano prevé erguer uma espécie de mini-bairro, com até dez torres, em área vizinha ao VillageMall: uma torre corporativa e nove residenciais.
O local é o mesmo onde funcionava o antigo Walmart, fechado em 2011. A companhia comprou a área por R$ 231 milhões e já avaliava um empreendimento imobiliário ali há pelo menos dez anos, conforme pedidos de licenciamento feitos à prefeitura.
Desde 2018, parte do espaço abriga um centro de convenções. A lógica é conhecida da empresa, que tem no portfólio o Golden Green, condomínio na Lúcio Costa erguido nos anos 1990.
O shopping cresce e a estratégia se espalha
O VillageMall também será ampliado, com 3 mil metros quadrados adicionais de lojas e restaurantes, em área hoje ocupada por estacionamento descoberto.
Inaugurado em 2012 com a proposta de ser o primeiro shopping de grife do Rio, o empreendimento tem 144 lojas, recebeu cerca de 3 milhões de visitantes em 2025 e movimentou R$ 1,200 bilhão em vendas. Nos últimos quatro anos, o crescimento foi de 42,5%, acima da média de 36,6% da rede.
O modelo já se replica em outros endereços. Em julho, a companhia acertou a venda de dois terrenos vizinhos aos shoppings Jacarepaguá e Campo Grande, que serão usados em projetos de uso misto tocados por incorporadoras parceiras.






