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Bitcoin hoje cai com juros nos EUA e volta a testar região decisiva

Bitcoin hoje cai com juros nos EUA e volta a testar região decisiva

Criptomoeda recua com dólar forte, apostas em juros mais altos nos EUA e cautela antes do PCE, enquanto suporte dos US$ 60 mil volta ao radar

O Bitcoin hoje (24) opera em queda, pressionado pela alta das apostas em juros mais elevados nos Estados Unidos e pela aversão a risco nos mercados globais. A criptomoeda perdeu a região dos US$ 62 mil e voltou a se aproximar do suporte dos US$ 60 mil, considerado uma zona decisiva para o curto prazo.

Por volta das 11h, o Bitcoin recuava 2,26%, cotado a US$ 61.227,64, segundo dados do Google Finance. Em 24 horas, o ativo voltou a ser pressionado após já ter testado, nos últimos pregões, a média móvel de 200 semanas, situada perto de US$ 62,4 mil, de acordo com o Mercado Bitcoin.

Segundo Fabricio Tota, VP de Negócios Cripto do Mercado Bitcoin, a pressão continua vindo mais do cenário macroeconômico do que de uma piora específica do mercado cripto. O pano de fundo combina dólar mais forte, expectativa de juros altos por mais tempo e realização em ações de tecnologia.

“O mercado se encontra em um ponto de equilíbrio delicado. De um lado, temos um FED mais duro, um dólar mais forte e investidores voltando a apostar em juros elevados por mais tempo. Do outro, a economia americana continua apresentando dados robustos, o petróleo segue caindo e a tokenização continua avançando independentemente das oscilações do mercado”, afirma Tota.

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Juros voltam a pressionar o Bitcoin

O principal desafio para os ativos de risco segue nos Estados Unidos. Após a primeira reunião do Federal Reserve sob comando de Kevin Warsh, investidores aumentaram as apostas de que os juros permanecerão elevados por mais tempo.

Segundo o Mercado Bitcoin, o DXY, índice que mede a força do dólar ante uma cesta de moedas globais, subiu mais de 2% desde a reunião do Fed. A alta do dólar costuma pressionar ativos como Bitcoin, ações, ouro e prata, pois reduz o apetite por risco e aumenta a atratividade da renda fixa.

Hoje, o mercado já atribui cerca de 90% de probabilidade para uma alta de 0,25 ponto percentual nos juros americanos até setembro. Também voltou a ganhar força a possibilidade de uma segunda elevação em 2027.

PCE vira próximo teste

O próximo ponto de atenção será a divulgação do PCE de maio, marcada para quarta-feira (25). O indicador é a medida de inflação preferida do Federal Reserve e deve ajudar a calibrar as expectativas sobre os próximos passos da política monetária americana.

Uma leitura acima do esperado tende a reforçar a percepção de Fed mais duro e pode ampliar a pressão sobre o Bitcoin. Já um dado mais benigno pode aliviar parte da preocupação recente com juros e abrir espaço para recuperação dos ativos de risco.

Ao mesmo tempo, a economia americana segue mostrando força. Os PMIs preliminares de junho vieram acima das expectativas, com manufatura em 55,7 pontos e serviços em 51,3 pontos. Leituras acima de 50 indicam expansão da atividade.

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Petróleo e tokenização aliviam parte do cenário

Apesar da pressão dos juros, há fatores que ajudam a limitar uma leitura mais negativa. O petróleo recuou para perto de US$ 72 por barril, menor nível desde o início de março, em meio à normalização gradual do fluxo no Estreito de Ormuz, menor demanda chinesa e expectativa de aumento das exportações iranianas.

A queda do petróleo pode reduzir parte da pressão inflacionária nos próximos meses, o que seria positivo para as expectativas de juros.

Além disso, a tokenização de ativos do mundo real continua avançando. Segundo o Mercado Bitcoin, esse mercado já ultrapassou US$ 51 bilhões, com crescimento superior a 40% em 2026. O segmento de ações tokenizadas subiu mais de 130% no ano, de cerca de US$ 700 milhões para US$ 1,6 bilhão.