O Ibovespa está em um patamar perigoso, segundo análise do Itaú BBA divulgada nesta quarta-feira (24). O índice segue pressionado e próximo ao suporte em 167.600 pontos — nível correspondente à Média Móvel Exponencial de 200 períodos —, e, abaixo dele, a tendência de médio prazo ficará ameaçada, trazendo um viés mais negativo para o segundo semestre de 2026.
Apesar de o índice ter subido 0,52% na sessão anterior, encerrando aos 170.370 pontos, o movimento ainda não é suficiente para reverter a tendência de baixa de curto prazo.
“Mais um passo dado na direção da recuperação, mas o Ibovespa segue em tendência de baixa no curto prazo e próximo ao importante suporte em 167.600 pontos”, avaliou o analista Lucas Piza, do Itaú BBA.

Quedas intensas à vista se suporte ceder
Se o índice perder o suporte dos 167.600 pontos, o cenário técnico se deteriora de forma significativa.
“Abaixo desse patamar, o índice passará para um cenário de queda mais intensa, em busca de 161.700 e 156.300 pontos”, alertou Lucas Piza.
Enquanto isso, o dólar acompanhou a leve alta do Ibovespa na última sessão, com valorização de 0,88%, a R$ 5,1870.
Nos Estados Unidos, o cenário foi de realização: o S&P 500 recuou 1,44% e o Nasdaq caiu 2,21%. Entretanto, o analista destaca que seria positivo para a bolsa brasileira que parte da força das bolsas americanas — ainda próximas das máximas históricas, puxadas pelo setor de tecnologia — respingasse no mercado local nas próximas sessões.
Índices setoriais sinalizam fragilidade crescente
Para que o Ibovespa saia da tendência de baixa e retorne a um cenário neutro, será necessário superar a região dos 174.900 pontos.
“O índice precisará superar a resistência em 179.500 pontos antes de voltar a apontar para as regiões de 188.700 e 199.300 pontos”, projetou Piza, sinalizando que o caminho para a recuperação plena ainda é longo.
Um sinal adicional de alerta vem dos índices setoriais.
“Alguns índices, como o SMLL e ICON, já voltaram para tendências de baixa, sinalizando aumento da fragilidade do mercado brasileiro”, concluiu Lucas Piza.
O analista ressalta que será importante acompanhar os demais índices setoriais para detectar novos sinais de fraqueza que possam antecipar movimentos mais amplos de deterioração do mercado brasileiro no segundo semestre.
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