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Da Nvidia à NextEra: Safra monta carteira temática de IA, todos acessíveis via BDR no Brasil

Da Nvidia à NextEra: Safra monta carteira temática de IA, todos acessíveis via BDR no Brasil

Em um setor ainda cercado de incertezas, Safra apostou na diversificação ao longo de toda a cadeia de valor da inteligência artificial, de fabricantes de chips a fornecedoras de energia para data centers

O Safra lançou a Carteira Top IA, portfólio temático com 17 ativos voltados à captura do crescimento da inteligência artificial. A seleção reúne nomes como Nvidia (NVDA; NVDC34), Apple (AAPL; AAPL34), Meta (META; $M1TA34), Google (GOOG; GOGL34), Amazon (AMZN; AMZO34) e Microsoft (MSFT; MSFT34), todos negociados na B3 por meio de BDRs, o que permite ao investidor brasileiro acessar o tema sem precisar abrir conta no exterior.

“A IA é um conjunto de tecnologias capaz de executar tarefas que simulam a inteligência humana. Acreditamos que sua adoção ainda esteja em estágios iniciais e deva continuar avançando, criando oportunidades de crescimento e retornos acima da média para empresas de diferentes setores”, afirmam os analistas responsáveis pelo relatório.

Quatro camadas, um ciclo

A carteira foi estruturada ao longo de quatro segmentos da cadeia de IA. O maior peso vai para semicondutores, com 35% do portfólio distribuído entre fabricantes de chips (Nvidia, Broadcom e AMD), fundições (TSMC) e fornecedores de equipamentos para produção (Applied Materials, ASML e Lam Research).

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O segmento de plataformas, aplicações e infraestrutura de nuvem fica com 34%, reunindo as gigantes de tecnologia americanas. A infraestrutura elétrica e de energia, representada por American Towers ($T1OW34) e NextEra (NEXT34), recebe 6% do portfólio.

Os 25% restantes são alocados em dois ETFs com BDR na B3: o iShares MSCI Coreia do Sul (BEWY39), com 5%, para ampliar a exposição à cadeia asiática de memória avançada por meio de Samsung e SK Hynix; e o iShares S&P 500 (IVVB11), com 20%, como elemento de controle de volatilidade da carteira.

A lógica de construção, segundo o Safra, parte da premissa de que o desenvolvimento de modelos de IA mais sofisticados exige capacidade computacional crescente, o que impulsiona a construção de data centers, eleva a demanda por processadores e semicondutores e aumenta o consumo de energia. Esse ciclo, na visão da casa, beneficia simultaneamente todos os elos da cadeia.

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Os destaques individuais

Entre as teses mais detalhadas no relatório, a Nvidia se destaca pela combinação de desempenho superior em GPUs, ecossistema de software CUDA e acesso privilegiado à capacidade de fabricação da TSMC.

O Safra acredita que a demanda por seus produtos seguirá robusta até pelo menos 2031, impulsionada pela IA agêntica, pela IA física e pela IA soberana, frente pela qual países constroem infraestrutura própria de processamento.

A Broadcom aparece como a principal vencedora no mercado de ASICs customizados para IA, chips projetados sob medida para tarefas específicas, com participação estimada de quase 70% nesse segmento e clientes como Google, Meta, OpenAI e Apple.

Já a Micron é apresentada como beneficiária direta da explosão da demanda por HBM (High Bandwidth Memory), memória de alta largura de banda indispensável para aceleradores de IA, em transição da geração HBM3E para HBM4.

Do lado da infraestrutura de energia, a NextEra é apontada como parceira estratégica dos grandes hyperscalers para atender à crescente demanda elétrica dos data centers, com um backlog de cerca de 33 GW em projetos de renováveis e armazenamento. A proposta de aquisição da Dominion Energy, de aproximadamente US$ 67 bilhões, deve ampliar ainda mais sua exposição ao consumo de energia gerado pelo ciclo de expansão da IA.

O Safra lista como principais riscos a pressão de custos na cadeia de suprimentos, o surgimento de novas tecnologias que possam alterar o mapa de vencedores, riscos geopolíticos, dificuldades de execução em novos projetos e o risco de investimentos excessivos no setor.