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Brasil é visto como proteção contra “bolha da IA”

Brasil é visto como proteção contra “bolha da IA”

Analistas veem Brasil como alternativa de proteção diante de risco de bolha em empresas ligadas à inteligência artificial global

O Brasil segue sendo visto por investidores estrangeiros como uma possível proteção em meio ao risco de formação de uma “bolha de inteligência artificial”, segundo análise do Santander após reuniões com cerca de 20 investidores nos Estados Unidos. Apesar do menor interesse recente por América Latina, o país ainda é percebido como alternativa de diversificação, com valuations mais atrativos e teses microeconômicas consistentes.

Durante os encontros, o banco observou uma mudança no apetite dos investidores, com redução do interesse por ativos latino-americanos após notícias macroeconômicas negativas no Brasil e desempenho superior de regiões mais ligadas à inteligência artificial, como a Ásia.

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação sobre o financiamento de futuras captações no setor de tecnologia.

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Há incerteza sobre quanto das futuras captações de empresas de tecnologia e IA pode ser financiado por realocações vindas de mercados emergentes”, afirmam os analistas Lucas Barbosa, Gabriel Tinem e Victor Tani. Esse movimento poderia pressionar múltiplos em países como o Brasil ao longo do tempo.

Brasil ainda se destaca como proteção relativa

Apesar desse cenário desafiador, o Brasil segue sendo visto como uma opção defensiva em meio ao entusiasmo global com inteligência artificial. A percepção é de que o mercado brasileiro oferece uma combinação de preços mais descontados e fundamentos corporativos que ajudam a mitigar riscos associados a avaliações elevadas em tecnologia.

A América Latina — e o Brasil em particular — ainda é vista como uma possível proteção contra o risco de uma ‘bolha de IA’”, destacam os analistas. Esse posicionamento reflete uma leitura mais cautelosa de parte dos investidores globais em relação à sustentabilidade das valorizações no setor de tecnologia.

Ainda assim, o Santander observa certa frustração com a ausência de catalisadores claros no curto prazo para destravar valor nos ativos locais, o que limita o fluxo de capital para a região.

Preferência por empresas globais cresce

Outro ponto relevante destacado no relatório é a mudança no perfil de interesse dos investidores, com maior disposição para discutir empresas brasileiras com atuação internacional. Companhias como Embraer (EMBJ3) e WEG (WEGE3) ganham espaço nas conversas, por estarem menos expostas a riscos domésticos.