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China, celulares e data centers: três vetores que o mercado monitora nas Big Techs

China, celulares e data centers: três vetores que o mercado monitora nas Big Techs

BTG destaca como acesso ao mercado chinês, distribuição de IA em dispositivos móveis e infraestrutura de data centers seguem no centro da leitura para as grandes empresas de tecnologia

O avanço da Inteligência Artificial (IA) está em uma fase menos conceitual e mais operacional.

Na atualização semanal dos BDRs dedicada as “7 Magníficas”, o BTG Pactual (BPAC11) estrutura sua leitura em torno de três vetores que seguem no centro do radar do mercado: China, celulares e data centers.

O foco do relatório está menos em lançamentos de produtos e mais em fatores que ajudam a dimensionar risco, visibilidade de receita e execução das Big Techs.

China volta ao radar da Nvidia

No caso da Nvidia (NVDA; NVDC34), o relatório destaca a sinalização da companhia de que a reabertura do mercado chinês para o chip H200 deve se materializar por meio de novos pedidos, ainda que não haja expectativa de uma liberação formal.

A leitura do BTG é que o tema reduz incertezas no curto prazo, especialmente pelo peso do mercado chinês nas receitas ligadas a chips de inteligência artificial.

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“A notícia confirma a redução da incerteza de receita internacional no curto prazo. Como ordem de grandeza, estimativas de mercado apontam que ~15% da receita de chips de IA são provenientes da China, então o impacto marginal de normalização (ou restrição) é relevante para a Nvidia”, diz o BTG Pactual.

O banco também ressalta que, apesar de o H200 ser um produto anterior à plataforma Blackwell, o ponto central da discussão está no acesso ao mercado, o que mantém o papel sensível ao ambiente regulatório. No horizonte estrutural, o roadmap tecnológico segue como um dos principais catalisadores da tese.

Celulares reforçam a distribuição de IA no Alphabet

Outro vetor destacado pelo BTG é a ampliação da base de dispositivos móveis com recursos de inteligência artificial. A Samsung (SSNLF) indicou planos de elevar de 400 milhões para 800 milhões o número de aparelhos com IA, tendo o Gemini como principal parceiro, o que reforça a camada de distribuição do Alphabet (GOOG; GOGL34) no ecossistema mobile.

Segundo o relatório, a adoção do Galaxy AI saltou de cerca de 30% para 80% em um ano, sugerindo maior tração de consumo em aplicações ligadas a busca, edição e produtividade.

“O anúncio reforça o Alphabet como um dos principais players de IA, com presença em várias camadas do ecossistema de inteligência artificial, o que fortalece distribuição, dados e monetização do seu ecossistema”, afirma o BTG Pactual.

O banco também chama atenção para a verticalização do Alphabet na infraestrutura, com destaque para TPUs, modelos proprietários e o Google Cloud, mantendo uma visão construtiva para a companhia.

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Data centers colocam a AWS no centro da infraestrutura de IA

No terceiro eixo, o BTG aborda a expansão da AWS como infraestrutura crítica para aplicações intensivas em computação. A análise menciona a ampliação de parcerias voltadas ao desenvolvimento de veículos autônomos, com uso de ferramentas de IA para reduzir custos de engenharia e acelerar processos de validação.

A reação positiva do mercado a anúncios ligados à autonomia reforça, segundo o banco, o papel da AWS como base para workloads de simulação e treinamento, segmentos que exigem elevada capacidade computacional.

“A parceria reforça a expansão do uso da nuvem em aplicações intensivas em computação, onde a AWS tende a capturar demanda incremental no longo prazo”, avalia o BTG Pactual.

O relatório também destaca a liderança da Amazon em participação de mercado em cloud e o ramp up de nova capacidade energética e de infraestrutura, incluindo projetos de data centers com grande demanda de energia.