A Nvidia (NVDA; NVDC34) encerrou o quarto trimestre fiscal de 2025 com números que voltaram a colocar a empresa no centro do mercado global.
Os números vieram em um momento decisivo para o setor de tecnologia, que vinha pressionado por dúvidas sobre o ritmo dos investimentos em inteligência artificial.
Data Center puxa crescimento
O principal motor do resultado foi a divisão de Data Center, que faturou US$ 62,3 bilhões no trimestre, crescimento anual de 75%. No ano, o segmento acumulou US$ 193,7 bilhões.
O CEO Jensen Huang afirmou que a demanda por computação está “fora de controle” e defendeu que a chamada IA agêntica marca um novo ponto de inflexão na indústria. A companhia destacou o avanço das plataformas Grace Blackwell e Vera Rubin, esta última voltada à inferência com promessa de reduzir em até dez vezes o custo por token.
Entre os clientes que já adotam a nova arquitetura estão Amazon Web Services, Google Cloud, Microsoft Azure e Oracle Cloud Infrastructure. A Nvidia também anunciou novos chips, como o BlueField-4, e ampliou parcerias estratégicas, incluindo acordos com Meta e Siemens.
Mercado reage, mas cautela persiste
O balanço ajudou a impulsionar os principais índices em Nova York. Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq avançaram após a divulgação. As ações da Nvidia chegaram a subir no after market.
Antes do resultado, a casa Charles Schwab avaliava que o desempenho da empresa poderia definir o tom da semana. Um número forte com revisão para cima das projeções seria visto como sinal de fôlego contínuo da IA. Por outro lado, qualquer decepção poderia alimentar temores de desaceleração e pressionar não só fabricantes de chips, mas toda a cadeia de tecnologia.
Mesmo com o desempenho robusto, analistas lembram que o mercado está sensível. Parte dos investidores teme que os gastos bilionários das chamadas “Magnificent Seven” elevem riscos financeiros. Além disso, o setor de software ainda enfrenta dúvidas sobre como a IA afetará modelos tradicionais de negócios.
Entre vencedores e perdedores da nova onda tecnológica
Enquanto empresas como Nvidia surfam a expansão da infraestrutura de IA, outras companhias de software convivem com volatilidade e questionamentos. Para alguns gestores, haverá consolidação e até falências no setor.
O resultado da Nvidia serve como termômetro do apetite por risco e da confiança na próxima fase da revolução tecnológica. Neste momento, a demanda por poder computacional segue forte.
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