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Ibovespa terá inclusão de BDRs a partir de 2027

Ibovespa terá inclusão de BDRs a partir de 2027

A mudança anunciada pela B3, limitará as participações a 10% da carteira; Se alinhando ao cenário internacionalizado do mercado brasileiro

A B3 divulgou na última terça-feira (8), que os Brazilian Depositary Receipts (BDRs), certificados de ações de empresas estrangeiras negociados no Brasil, de empresas nacionais serão consideradas elegíveis no Ibovespa, a partir do primeiro semestre de 2027.

A reformulação limitará a participação dos cerificados a 10% da carteira. A medida busca garantir que fundos de previdência e regimes próprios de previdência social se adequem as normas vigentes aplicáveis aos investidores institucionais.

Para além disso, as companhias ainda estarão expostas aos tradicionais critérios de liquidez, negociabilidade e representatividade exigidos pelo índice. Vale ressaltar que ampliação da elegibilidade não significa que todos os BDRs de companhias brasileiras entrarão automaticamente no índice.

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O que motivou a mudança?

A resolução reflete as recentes mudanças que o mercado de capitais vem passando, com mais investidores brasileiros querendo acessar as ações de companhia nacionais, tanto localmente quanto por meio das BDRs que tem crescido junto com a liquidez de forma robusta.

Essa nova via para os investidores fez com que a B3 analisasse junto a participantes do mercado a deliberação para a mudança, a fim de manterem a relevância e representatividade do índice, que é considerado uma referência a respeito da variedade de produtos financeiros.

Companhias cotadas

A mudança pode abrir o caminho para a entrada de empresas que têm suas ações negociadas no exterior e são acessadas por meio de BDRs. Como é o caso do Nubank (ROXO34), XP (XPBR31) e Mercado Livre (MELI34). Apesar da forte ligação com o mercado nacional, elas não estão no Ibovespa, pois suas ações não estão diretamente listadas na B3.

A possível entrada dessas empresas na B3 pode aumentar a exposição do índice e ampliar seu alcance entre investidores e, assim, despertar um maior interesse no mercado acionário nacional.

Avanços regulatórios tem um papel fundamental na alteração

Segundo a B3, o novo ambiente regulatório, que incluiu as mudanças na regulamentação dos fundos de investimento, ofereceram uma maior flexibilidade para esse tipo de investimento com as condições necessárias para incorporar os recibos de ações no Ibovespa, sem que isso o comprometesse o uso do índice como benchmark, uma referência, para investidores institucionais.

A implementação ocorrerá no primeiro semestre de 2027, para que os participantes do mercado possam se adaptar aos regulamentos e as politicas de investimento, além disso nas próximas semanas, um ofício irá circular com o cronograma e as regras completas da transição.

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