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Ibovespa: veja as BDRs que podem ser incluídas no índice

Ibovespa: veja as BDRs que podem ser incluídas no índice

Proposta ainda está em consulta sem detalhes oficiais sobre metodologia, cronograma ou implementação

A B3 ($B3SA3) estuda uma revisão ampla da metodologia do Ibovespa que pode incluir BDRs (Brazilian Depositary Receipts) de empresas com exposição relevante ao Brasil, como Nubank (ROXO34) e MercadoLibre (MELI34), entre outras. O Bank of America analisou o tema nesta quinta-feira (2) e identificou nove BDRs que poderiam ser candidatos à inclusão.

“A proposta permanece em consulta, sem detalhes oficiais sobre a metodologia final, cronograma ou implementação”, ressaltaram os analistas David Beker, Paula Andrea Soto, Mateus Conceição e Anna Clara Malheiros, do Bank of America.

A mudança, se confirmada, aumentaria a investibilidade do índice e o aproximaria do framework do MSCI Brasil.

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O que são BDRs e quais poderiam entrar

BDRs são certificados negociados na B3 que representam ações de empresas estrangeiras, permitindo que investidores locais acessem papéis internacionais sem investir no exterior. Há cerca de 818 BDRs listados atualmente, sendo 55% deles atrelados a empresas americanas do S&P 500.

“Identificamos apenas nove BDRs em que o Brasil é o principal país de risco, que acreditamos estar entre os mais relevantes a monitorar caso os BDRs se tornem elegíveis para inclusão no Ibovespa”, afirmaram Beker, Soto, Conceição e Malheiros.

Entre os destaques estão Mercado Libre (MELI34), Nubank (ROXO34), XP (XPBR31), Stone (STOC34) e Inter (INBR32), os maiores e mais líquidos da lista.

JBS e Aura entram no radar com ressalvas

JBS (JBSS32) e Aura Minerals (AURA33) também poderiam ser consideradas, mas com complicadores. A JBS gera a maior parte de suas receitas nos EUA e é classificada pela Bloomberg com os Países Baixos como seu principal país de risco.

“A Aura Minerals deriva uma grande parcela de suas receitas do Canadá, enquanto os EUA são identificados como seu principal país de risco”, explicaram os analistas do BofA.

“O MSCI Brasil já permite a inclusão de títulos listados no exterior desde 2024 e atualmente inclui nomes como Aura, JBS, Nubank, Stone e XP”, lembraram Beker, Soto, Conceição e Malheiros.

A eventual adoção de critério semelhante pelo Ibovespa aproximaria os dois índices e facilitaria a vida de gestores que usam ambos como referência.

Ibovespa e MSCI: critérios diferentes

O Ibovespa tem atualmente 78 ações e prioriza liquidez como critério de inclusão. Os papéis precisam representar pelo menos 0,1% do volume negociado no mercado à vista nos três períodos anteriores de revisão do índice. Ações abaixo de R$ 1 são excluídas. O MSCI, por outro lado, usa tamanho e free float como principais vetores.

“O Ibovespa é impulsionado pela liquidez, enquanto os índices MSCI são direcionados pelo tamanho e pelo free float”, sintetizaram os analistas.

Se os BDRs forem incluídos com critério de liquidez semelhante ao atual, Nubank e MercadoLibre seriam os candidatos mais fortes, dado o volume que já movimentam na B3 diariamente.

Veja as BDRs que podem ser incluídas:

Fonte: Bank of America