O BTG Pactual (BPAC11) reiterou recomendação de compra para o Vinci Shopping Centers FII (VISC11) com preço-alvo de R$ 123, implicando upside de 17,2% sobre a cotação atual na casa dos R$ 105.
Segundo o analista Daniel Marinelli, o VISC11 combina potencial de elevação gradual dos proventos, desalavancagem do balanço e negociação abaixo do valor patrimonial, com o fundo sendo negociado a 0,91x P/VP.
O gatilho mais próximo para os cotistas é a reciclagem de portfólio anunciada com o PMLL11: a venda de participações em cinco shoppings por cerca de R$ 257 milhões, a um cap rate próximo de 8%, deve destravar aproximadamente R$ 60 milhões em ganho de capital a ser distribuído nos próximos meses. A transação também deve reduzir o índice de endividamento do fundo de cerca de 27% para 23% em 2026.
No lado operacional, o primeiro trimestre de 2026 mostrou resiliência em termos nominais, com SSR de 4,8% e SSS de 4,3% ante o primeiro trimestre de 2025. Em termos reais, contudo, o desempenho ficou próximo da estabilidade, reflexo de um ambiente macroeconômico ainda restritivo. A vacância física encerrou o período em 5,7% e a inadimplência líquida em 3,5%.
Os dividendos mostraram leve aceleração recente, passando de R$ 0,80 para R$ 0,84 por cota, com dividend yield anualizado de aproximadamente 9,6%.
O BTG projeta FFO yield de 9,8% em 2026 e 10,0% em 2027, patamar que a casa considera atrativo diante da qualidade e da diversificação do portfólio — 32 ativos, 301 mil m² de ABL própria e presença em 15 estados.
“Vemos a venda ao PMLL11 como um primeiro passo importante para reduzir a alavancagem e preservar flexibilidade financeira”, escreve Marinelli no relatório.
O BTG ressalva que o fundo ainda precisará de novos esforços de liquidez para cumprir obrigações até 2028, e que as projeções divulgadas ainda não incorporam a conclusão da venda ao PMLL11.
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