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Allos vende e compra shoppings: bons negócios?

Allos vende e compra shoppings: bons negócios?

BTG reafirma compra para o papel com dividend yield de 11% e múltiplo de 10 vezes o FFO estimado para 2026, destacando aceleração da agenda de fusões e aquisições

A Allos (ALOS3) anunciou uma nova rodada de transações envolvendo compra e venda de participações minoritárias em shoppings centers de seu portfólio, reforçando a estratégia de reciclagem de ativos iniciada com o acordo de maior porte com a Kinea no mês anterior.

O BTG Pactual, em relatório assinado pelos analistas Gustavo Cambauva e Gustavo Fabris, avaliou os movimentos positivamente e reiterou recomendação de compra para o papel.

Três operações, um objetivo: qualidade

As transações envolvem três frentes simultâneas. A primeira é o desinvestimento total da participação de 49% da Allos no Shopping Curitiba, por R$ 194 milhões. A segunda é a aquisição de uma fatia de 7,3% no Amazonas Shopping, por R$ 73 milhões.

A terceira é um swap no qual a empresa troca 8,6% do Shopping Taboão — mais R$ 20 milhões em caixa — por 7,35% do Shopping Campo Grande e 5% do Villagio Caxias do Sul.

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“Estimamos todas as transações a cap rates similares de 9,5% a 10%, com base no NOI dos últimos doze meses”, apontam Cambauva e Fabris.

Ativos adquiridos superam os vendidos em produtividade

A lógica por trás das operações é clara: sair de shoppings menos eficientes e aumentar exposição a ativos de maior qualidade.

“Os três shoppings nos quais a Allos adquiriu participações superam os ativos desinvestidos em cerca de 20% em vendas por metro quadrado e em 5% em NOI por metro quadrado”, destacam os analistas.

Do ponto de vista financeiro, o impacto na alavancagem é limitado, pois os valores pagos nas aquisições se aproximam dos recursos obtidos com os desinvestimentos.

Agenda de M&A ganha tração

Para o BTG, o movimento, embora pequeno isoladamente, sinaliza algo relevante sobre a direção estratégica da companhia.

“É positivo ver que a Allos está fazendo esforços para melhorar a qualidade de seu portfólio e, mais importante, ganhando tração em sua agenda de M&A, mantendo a alavancagem baixa e os dividendos elevados”, avaliam Cambauva e Fabris.

Com dividend yield de 11% e negociando a 10 vezes o FFO estimado para 2026, o BTG enxerga assimetria favorável. “Reiteramos nossa recomendação de compra, com a Allos sendo nossa Top Pick no setor”, concluem os analistas.

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