A Petrobras (PETR3; PETR4) lucrou R$ 52,445 bilhões no 2º trimestre de 2026, quase o dobro do apurado um ano antes. Sem eventos exclusivos, o resultado atribuível aos acionistas alcança R$ 55,763 bilhões.
A receita de vendas somou R$ 169,530 bilhões, avanço de 37,1% sobre o trimestre imediatamente anterior. O Brent médio pulou de US$ 80,61 para US$ 104,52 por barril no intervalo.
O Ebitda ajustado sem eventos exclusivos ficou em R$ 100,640 bilhões, alta de 63,2% na base trimestral. O indicador mede o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização.
Refino em nível recorde e P-79 sustentam a produção
As refinarias operaram com fator de utilização (FUT, proporção da capacidade instalada efetivamente usada) de 101,2%, e a produção de derivados subiu 5,6%. No campo de Búzios, a plataforma P-79 entrou em operação em maio, com capacidade de 180 mil barris por dia.
“Os recordes operacionais que alcançamos neste segundo trimestre nos levaram a um dos maiores resultados financeiros trimestrais da série histórica da Petrobras”, afirmou Fernando Melgarejo, Diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores.
Caixa maior derruba a alavancagem
Do fluxo de caixa operacional de R$ 61,813 bilhões restaram R$ 38,613 bilhões de fluxo de caixa livre. A dívida líquida caiu para US$ 60,388 bilhões, ou 1,14 vez o Ebitda ajustado dos últimos doze meses, contra 1,43 vez em março. Os proventos aprovados somam R$ 17,4 bilhões.






