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Vórtx fecha FII da Hectare e suspende resgate

Vórtx fecha FII da Hectare e suspende resgate

A Vórtx fechou o fundo de investimento imobiliário (FII) da Hectare e suspendeu qualquer resgate deviao a “pedidos incompatíveis com a liquidez”, informou. Isso porque, elencou, o produto financeiro registrou “eventos excepcionais atrelados a iliquidez dos ativos financeiros componentes da carteira dos fundos”. Trata-se do fundo imobiliário Hectare Real Estate Fic FIM e, enquanto perdurar […]

A Vórtx fechou o fundo de investimento imobiliário (FII) da Hectare e suspendeu qualquer resgate deviao a “pedidos incompatíveis com a liquidez”, informou.

Isso porque, elencou, o produto financeiro registrou “eventos excepcionais atrelados a iliquidez dos ativos financeiros componentes da carteira dos fundos”.

Trata-se do fundo imobiliário Hectare Real Estate Fic FIM e, enquanto perdurar o período de suspensão de resgates, o fundo deve ficar fechado para aplicações, segundo as regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

De acordo com a Vórtx, a medida é necessária para “garantir o tratamento equânime entre todos os cotistas”, e caso os “eventos excepcionais” perdurem por mais de cinco dias, a Vórtx vai convocar assembleia geral extraordinária de cotistas para deliberar sobre a reabertura ou manutenção do fechamento do fundo.

foto de prédios: FIIs para iniciantes

FII da Hectare

No dia 4 de abril de 2023, conforme noticiado pelo EuQueroInvestir, uma crise de crédito atinge FIIs e pressiona fundos de recebíveis.

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De acordo com o levantamento, ao mesmo tempo em que favorece investimentos de Renda Fixa, o atual cenário macroeconômico brasileiro, com Selic em alta e persistência da pressão inflacionária, faz com que o mercado atravesse uma crise de crédito que vem pressionando o setor de fundos imobiliários, especialmente os FIIs de recebíveis.

Também traz que nas últimas semanas, alguns desses fundos tiveram forte queda nos preços. Em comum, eles são conhecidos como high yield, por sua perspectiva de alta rentabilidade, atrelados ao recebimento de aluguéis e de CRIs (certificados de recebíveis imobiliários) com altas taxas.

E acrescenta que essas altas taxas dificultaram a vida dos locatários e emissores dos CRIs, que atrasaram pagamentos durante o mês.

Aconteceu com o CRI Circuito de Compras, título estruturado para financiar a construção de um shopping popular no Brás, bairro da região central de São Paulo, e com a Gramado Parks, empresa gaúcha que opera em ações de turismo.

Esta última obteve na Justiça o direito de suspender por 60 dias o pagamento da CRI, a fim de colocar as contas em ordem e priorizar o pagamento de outras despesas. Neste caso, aponta a analista Carolina Borges, especialista em FIIs da EQI Research, não é possível nem sequer usar o termo inadimplência.

“É uma falta de pagamento que foi permitida pela Justiça para que o grupo pudesse ajustar seu caixa fazer outros pagamentos e tentar retomar uma normalidade”, explica a analista. Ela abordou o assunto em live realizado com o head da EQI Research, Luis Fernando Moran. Clique abaixo para assistir.