O Tesouro Direto hoje (9) opera com queda nas taxas dos principais títulos públicos, acompanhando o recuo dos juros futuros em um pregão de liquidez reduzida pelo feriado estadual da Revolução Constitucionalista em São Paulo. O alívio veio depois da forte alta registrada na véspera, quando os prefixados foram pressionados pela tensão no Estreito de Ormuz, pela alta do petróleo e pela maior aversão a risco no exterior.
O destaque ficou com o Tesouro Prefixado 2029, que caiu de 14,37% na quarta-feira (8) para 14,23% ao ano nesta quinta-feira. O Tesouro Prefixado 2032 recuou de 14,57% para 14,46%, enquanto o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 passou de 14,53% para 14,47%.
Entre os títulos atrelados à inflação, o Tesouro IPCA+ 2032 também recuou, saindo de IPCA + 8,27% para IPCA + 8,20% ao ano. Apesar da queda, o papel segue com juro real acima de 8%, ainda em patamar elevado para os vencimentos intermediários.
Tesouro Direto hoje cai com liquidez menor
A queda das taxas ocorreu em uma sessão com menor liquidez por causa do feriado em São Paulo, principal praça financeira do país. Ainda assim, o vetor mais importante para a leitura da renda fixa foi o recuo dos DIs ao longo da curva, após a abertura forte vista na quarta-feira.
Nos prefixados, a baixa foi generalizada. O Tesouro Prefixado 2029 recuou 0,14 ponto percentual, de 14,37% para 14,23% ao ano. Com isso, o papel voltou a ficar levemente abaixo da Selic, atualmente em 14,25% ao ano.
O Tesouro Prefixado 2032 caiu 0,11 ponto percentual, passando de 14,57% para 14,46% ao ano. Já o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 recuou 0,06 ponto percentual, de 14,53% para 14,47%.
A baixa devolve parte do prêmio acumulado na véspera, quando os prefixados subiram em bloco com a piora do humor global. Quando as taxas caem, os preços dos títulos prefixados tendem a subir, favorecendo quem já tinha esses papéis na carteira, embora reduza a remuneração contratada para novos aportes em relação aos níveis anteriores.
IPCA+ 2032 cai, mas segue acima de 8%
Nos títulos atrelados à inflação, o recuo foi mais concentrado nos vencimentos intermediários. O Tesouro IPCA+ 2032 caiu de IPCA + 8,27% para IPCA + 8,20% ao ano, baixa de 0,07 ponto percentual.
O Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037 passou de IPCA + 7,93% para IPCA + 7,92% ao ano. O IPCA+ 2040 ficou estável em IPCA + 7,60%.
Nos prazos mais longos, porém, houve leve alta. O IPCA+ com Juros Semestrais 2045 saiu de IPCA + 7,55% para IPCA + 7,56%. O IPCA+ 2050 subiu de IPCA + 7,22% para IPCA + 7,26%, enquanto o IPCA+ com Juros Semestrais 2060 avançou de IPCA + 7,42% para IPCA + 7,43%.
DIs recuam após alta forte da véspera
Os juros futuros também operavam em queda nesta quinta-feira. O DI para janeiro de 2029 recuou de 14,38% na quarta-feira para 14,275%. O contrato para janeiro de 2032 passou de 14,52% para 14,455%.
No vencimento mais longo, o DI para janeiro de 2037 caiu de 14,445% para 14,425%. O recuo dos contratos ajudou a puxar para baixo as taxas dos prefixados do Tesouro Direto.
A queda dos DIs veio em meio à melhora do mercado local, com avanço do Ibovespa e recuo do dólar. No exterior, as bolsas americanas tinham leves ganhos, enquanto investidores ainda acompanhavam a tensão entre Estados Unidos e Irã e os dados de auxílio-desemprego.
Ibovespa sobe, dólar cai e Ormuz segue sob ameaça
No mercado local, o Ibovespa avançava aos 172 mil pontos, apoiado pelo viés positivo no exterior. O dólar comercial recuava para a região de R$ 5,13, enquanto os juros futuros operavam em baixa.
A melhora, porém, não elimina a cautela com o cenário externo. Os Estados Unidos anunciaram o fim de uma nova onda de ataques contra o Irã, mas o Estreito de Ormuz segue sob ameaça. O Irã afirmou ter atacado alvos militares americanos no Golfo Pérsico, mantendo o risco geopolítico no radar dos investidores.
O petróleo também continuava volátil. O Brent se afastou das máximas registradas mais cedo e recuava para a região de US$ 77,45, embora o tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz tenha ficado praticamente paralisado.
Esse quadro mantém a renda fixa sensível ao noticiário externo. Se a tensão no Oriente Médio voltar a pressionar o petróleo, a curva de juros pode voltar a exigir prêmio maior, especialmente nos títulos prefixados.
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Taxas do Tesouro Direto hoje
Confira as taxas do Tesouro Direto hoje, por volta das 13h32:
Prefixados
- Tesouro Prefixado 2029: 14,23% ao ano (-0,14 p.p.)
- Tesouro Prefixado 2032: 14,46% ao ano (-0,11 p.p.)
- Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037: 14,47% ao ano (-0,06 p.p.)
Atrelado à Selic
- Tesouro Selic 2031: Selic + 0,0738%
- Tesouro Reserva 2036: Selic
Atrelados ao IPCA
- Tesouro IPCA+ 2032: IPCA + 8,20% (-0,07 p.p.)
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037: IPCA + 7,92% (-0,01 p.p.)
- Tesouro IPCA+ 2040: IPCA + 7,60% (estável)
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045: IPCA + 7,56% (+0,01 p.p.)
- Tesouro IPCA+ 2050: IPCA + 7,26% (+0,04 p.p.)
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060: IPCA + 7,43% (+0,01 p.p.)






