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Diamantes de laboratório já estão em 51% dos novos anéis de noivado nos EUA

Diamantes de laboratório já estão em 51% dos novos anéis de noivado nos EUA

Relatório mostra avanço das pedras cultivadas, queda de preços, preferência por diamantes maiores e uma mudança também na escolha do ouro

O clássico pedido de casamento continua acompanhado por um anel, mas a pedra no centro dessa tradição está mudando. Pela primeira vez, os diamantes cultivados em laboratório aparecem na maioria dos novos anéis de noivado avaliados nos Estados Unidos.

Segundo o Jewelry, Diamond & Watch Price Index 2026, da BriteCo, essas pedras estavam presentes em 51% dos anéis de noivado recém-avaliados entre janeiro e junho de 2026. Em 2019, a participação era de apenas 6%. Em 2025, já havia alcançado 47%.

Diamantes cultivados em laboratório passaram de 6% dos novos anéis de noivado avaliados em 2019 para 51% no primeiro semestre de 2026.

A mudança ajuda a desenhar um novo perfil para uma das joias de maior carga simbólica do consumo. Os anéis ficaram maiores, os preços dos diamantes cultivados caíram e até a preferência pelo metal usado nas joias mudou nos últimos anos.

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Diamantes maiores entram em cena

Um dos efeitos mais visíveis aparece no tamanho da pedra central. Em 2019, ela tinha, em média, 1,01 quilate. Em 2025, esse número chegou a 2 quilates, praticamente o dobro.

O tamanho médio da pedra central dos anéis de noivado passou de 1,01 quilate em 2019 para 2 quilates em 2025.

Ao mesmo tempo, o preço médio por quilate dos diamantes cultivados em laboratório caiu de US$ 4.622 em 2019 para US$ 2.057 em 2025. No caso dos diamantes naturais, o movimento foi diferente: o valor passou de US$ 6.237 para US$ 8.428 por quilate no mesmo intervalo.

Essa distância também aparece no preço final dos anéis. Em 2025, um anel de noivado com diamante natural foi vendido, em média, por US$ 12.961. Com uma pedra cultivada em laboratório, o preço médio ficou em US$ 4.557.

Em 2025, anéis de noivado com diamantes naturais tiveram preço médio de US$ 12.961, ante US$ 4.557 nos modelos com pedras cultivadas em laboratório

Na prática, a diferença abre espaço para escolhas que priorizam pedras maiores dentro de determinados orçamentos, uma combinação que ajuda a entender a transformação estética registrada pelo levantamento.

O ouro amarelo também está de volta

A mudança não acontece apenas nos diamantes. O relatório aponta uma virada nas preferências por metais preciosos.

Em 2019, o ouro branco aparecia em 51% das joias analisadas. Em 2025, sua participação caiu para 38%. No mesmo ano, o ouro amarelo chegou a 39% e assumiu a liderança, enquanto a platina avançou de 11% para 16%.

O resultado combina duas tendências importantes da joalheria atual: pedras centrais maiores e o retorno do tom quente do ouro amarelo, associado a uma estética que conversa tanto com peças clássicas quanto com referências vintage.

O preço da joia não termina na etiqueta

Outro dado do índice ajuda a explicar por que o preço pago na loja nem sempre corresponde ao valor usado para proteger a peça.

Em 2025, o preço médio de venda de um anel de noivado foi de US$ 6.939, enquanto seu valor médio de avaliação para reposição por seguro chegou a US$ 9.676, diferença de aproximadamente 39%.

Segundo a metodologia do relatório, o valor avaliado representa o custo estimado para substituir a joia no varejo e pode incorporar fatores como inflação, impostos e descontos concedidos na compra. O gráfico apresentado na página 3 do material evidencia justamente essa diferença entre preço de venda e valor de reposição.

A transformação vai além dos anéis de noivado

O levantamento da BriteCo acompanha também alianças, brincos, pulseiras, colares, pingentes, pedras coloridas, metais preciosos e relógios de luxo.

Entre as categorias analisadas, as alianças de casamento registraram preço médio de venda de US$ 7.252 em 2025. O estudo ainda identifica dezembro como o mês de maior movimento para compras de joias ao longo do ano.

Nos relógios, o preço médio de venda foi de US$ 8.442 em 2025, ante um valor médio de avaliação de US$ 11 mil. Já entre as pedras coloridas, o diamante amarelo aparece em destaque, enquanto a safira azul lidera entre as pedras preciosas coloridas.

Os números mostram que o repertório do luxo ligado a casamentos e presentes está passando por uma mudança concreta. No caso dos anéis de noivado, ela já pode ser medida: em apenas sete anos, os diamantes cultivados em laboratório passaram de uma presença de 6% para 51% das novas peças avaliadas.

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