Quanto é preciso separar para comprar uma joia? R$ 500, R$ 1 mil ou R$ 5 mil? A resposta muda bastante de acordo com a peça e, principalmente, com a joalheria escolhida.
Um levantamento do BTG Pactual, realizado a partir dos produtos disponíveis nos sites da Vivara (VIVA3), Life e Pandora, permite comparar quanto custam, em média, categorias como anéis, brincos, colares, pulseiras e pingentes.
O estudo ganhou atenção por mostrar que a Vivara reduziu os preços de diversas peças que permaneceram em seu portfólio entre março e setembro. Entre os produtos presentes nos dois períodos, o ajuste ponderado foi negativo em 19,3%.
Para quem está mais interessado em comprar uma joia do que acompanhar a estratégia da companhia, porém, os dados revelam outra história: o que diferentes orçamentos permitem levar para casa?
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Até R$ 500: acessórios e pingentes entram no radar
Com um orçamento próximo de R$ 500, as maiores possibilidades aparecem principalmente entre produtos da Life e itens de entrada da Pandora.
Na Life, por exemplo, o preço médio dos pingentes é de R$ 214, enquanto acessórios ficam em R$ 306. Os anéis já ultrapassam ligeiramente a marca, com valor médio de R$ 527.
Na Pandora, acessórios custam, em média, R$ 364, enquanto os conhecidos charms têm média de R$ 555.
Curiosamente, a Vivara também possui uma categoria próxima desse orçamento: seus acessórios apresentam preço médio de R$ 379. A partir das joias propriamente ditas, porém, os valores aumentam consideravelmente.
Isso faz da faixa de R$ 500 um território possível para lembranças de aniversário, pequenos presentes ou para aquela compra feita sem uma grande data no calendário. A associação com as ocasiões é editorial, já que o estudo do BTG analisa preços e não hábitos de presente.
Com R$ 1 mil, as opções aumentam
Ao dobrar o orçamento, a variedade cresce principalmente na Life e na Pandora.
Na Life, brincos apresentam preço médio de R$ 642, correntes ficam em R$ 762 e pulseiras em R$ 913. Colares ultrapassam ligeiramente a marca dos quatro dígitos, com média de R$ 1.104.
Na Pandora, os valores também circulam próximos desse patamar. Brincos custam, em média, R$ 676; anéis, R$ 702; colares, R$ 1.087; e pulseiras, R$ 1.123.
O levantamento também mostra que 90,7% dos produtos disponíveis da Life e 87,1% dos itens da Pandora custam menos de R$ 1 mil. Na Vivara, essa proporção é de apenas 12,7%.
Ou seja: R$ 1 mil já coloca boa parte das vitrines de Life e Pandora no campo de escolha do consumidor.
E o que R$ 5 mil compram?
É nessa faixa que a Vivara começa a aparecer com mais força.
Na marca, os pingentes têm preço médio de R$ 2.596, enquanto as correntes chegam a R$ 4.542. Portanto, um orçamento de cerca de R$ 5 mil já permite circular por algumas das principais categorias da joalheria.
Outras peças, no entanto, exigem um desembolso maior. Os brincos têm preço médio de R$ 6.103, enquanto os anéis chegam a R$ 6.943.
Pulseiras e colares dão outro salto: os valores médios são de R$ 12.477 e R$ 20.838, respectivamente. As médias são puxadas pela presença de produtos de preços elevados, por isso não significam que todas as peças dessas categorias custem esses valores. A própria Vivara possui itens bem abaixo desses patamares.
Do presente de R$ 500 à joia de milhares de reais

Os números ajudam a mostrar como um mesmo universo de consumo comporta compras muito diferentes.
Com cerca de R$ 500, é possível encontrar principalmente acessórios, pingentes e algumas peças de entrada. Na faixa de R$ 1 mil, anéis, brincos, pulseiras e até colares passam a aparecer com mais frequência, especialmente em Life e Pandora. Já com R$ 5 mil, abre-se espaço para algumas categorias da Vivara, incluindo correntes e pingentes.
Mais do que determinar quanto alguém deveria gastar em um aniversário, formatura, namoro, casamento ou auto presente, o levantamento oferece uma fotografia das vitrines. E mostra que, antes mesmo da escolha entre ouro, prata, anel ou colar, o orçamento já muda bastante o mapa de opções disponíveis ao consumidor.
Nota: os valores são médias dos produtos disponíveis nos sites das marcas em setembro de 2026 e não representam necessariamente o preço de uma peça específica.






