Assinado no início do ano, o acordo comercial entre China e EUA previa a compra de US$ 200 bilhões em produtos norte-americanos pelos asiáticos em dois anos.
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Nesta quinta-feira (18), a Câmara do Comércio dos Estados Unidos resolveu “lembrar” o parceiro comercial de suas obrigações, de acordo com reportagem da Reuters.
Por meio de uma reunião virtual entre os líderes empresariais dos dois países, os representantes norte-americanos mostraram entender os impactos causados pelo coronavírus, mas pediram celeridade.
“O Covid-19 retardou inquestionavelmente o progresso de ambos os governos, e será essencial para que o ritmo de implementação das compras acelere acentuadamente”, comentou a Câmara norte-americana, em um comunicado distribuído à imprensa.
Tensão crescente e ameaças

A tensão política entre EUA e China cresceu no mesmo ritmo em que a pandemia de coronavírus se espalhou pelo planeta.
Após insinuar que o vírus havia escapado de um laboratório chinês e enfurecer Pequim, o presidente Donald Trump ameaçou cortar relações com o país oriental, mas recebeu a resposta da China.
Pequima meaçou retaliar depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou legislação na quarta-feira (17) pedindo sanções contra a repressão dos uigures da China, uma minoria muçulmana.
Segundo a Câmara do Comércio dos EUA, informa a Reuters, o 1,4 bilhão de consumidores da China representam o mercado que mais cresce para as empresas norte-americanas, mas as empresas norte-americanas também enfrentam inúmeros desafios ao fazer negócios com a China.
A Câmara destacou, no entanto, que restabelecer a boa relação com os chineses é fundamental para a manutenção do acordo sino-americano.
Segundo o comunicado desta quinta, o relacionamento funcional entre as duas potências mundiais “é do interesse fundamental dos norte-americanos e de paz e estabilidade no mundo”.
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Representante dos EUA mantém confiança

O cenário tenso dos últimos meses não parece estar preocupando Robert Lighthizer, representante comercial dos EUA.
Nesta quinta, após o encontro virtual, Lighthizer afirmou que “tem um excelente acordo com a China” e que, “apesar deste Covid-19 eles [chineses] cumprirão o acordo”.
“Se eu tentar resolver todos os problemas entre os EUA e a China, acabarei não resolvendo nenhum deles”, advertiu.
Segundo Lighthizer, enquanto houver diminuição no consumo chinês, os Estados Unidos poderão manter as tarifas sobre US$ 360 bilhões (cerca de R$ 1,89 trilhões) de importações da China.
“Tenho a obrigação de operar no âmbito comercial”, complementou o representante norte-americano.
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