A EQI Research realizou uma live na quarta-feira (21), na qual apresentou os 5 maiores erros que os investidores iniciantes cometem.
Confira, abaixo, quais são eles e como evitá-los.
Os 5 maiores erros dos investidores iniciantes
Avaliar um ativo pelo desempenho passado, olhar apenas para o preço médio, não diversificar, não ter objetivos e ignorar a relação risco x retorno são os 5 maiores erros que os investidores cometem, na visão de Luís Moran, head da EQI Research, e de Carolina Borges, analista de Fundos Imobiliários (FIIs) da casa de análise.
Saiba mais sobre eles em detalhes.
1. Olhar para o passado
Olhar para o desempenho passado de um ativo deve ser apenas o primeiro passo na tomada de decisão do investimento, recomenda Luís Moran.
“Qualquer decisão de investimento tem que ser tomada olhando para o futuro, projetando o que vai acontecer. O passado te dá informação sobre como o investimento reagiu em determinado momento. Mas não diz como vai ser no futuro”, ensina. “Não é porque uma ação já custou R$ 90 e agora custa R$ 40 que ela vai voltar a subir. Muitas vezes a queda tem razão de ser e ela não vai mais voltar a subir mesmo”, complementa.
Carolina Borges chama a atenção também para os Fundos Imobiliários (FIIs), que muitos escolhem comprar olhando apenas o dividend yield, que é a leitura dos pagamentos de proventos dos últimos 12 meses sobre o valor atual da cota. “Às vezes, um dividend yield de 18% ou 20% é atraente, mas não vai se repetir no futuro”, alerta.
2. Pensar no preço médio
O preço médio de um ativo é o valor médio pelo qual um investidor comprou o ativo, considerando todas as suas compras ao longo do tempo. Esse valor é calculado dividindo o valor total investido no ativo pelo número total de unidades adquiridas. Em termos práticos, o preço médio é útil para avaliar o desempenho do investimento e determinar o lucro ou prejuízo ao vender o ativo.
“Muitas vezes, as pessoas ficam com aversão ao prejuízo, o que faz com que, muitas vezes, elas tenham prejuízos ainda maiores. Realizar um prejuízo é ruim, é sofrido, mas provavelmente não será seu último erro. Então, que ele seja o menor possível”, orienta.
“Se ficar esperando o preço médio que pagou lá atrás, você muitas vezes perde. Você tem outras oportunidades para olhar”, complementa.
Para Moran, o investidor deve sempre revisitar suas decisões: “No momento zero, de compra do ativo, você fez um raciocínio. Passou um tempo, e você se pergunta: o preço do ativo está refletindo o que eu esperava? Se estiver refletindo, ótimo, pode até aproveitar e comprar mais. Se não está refletindo, tem que pensar: será que é o ativo correto mesmo para aproveitar o cenário que imaginei? Será que ainda não aconteceu o que eu esperava? Mas, ao revisar o cenário, você checa se não cometeu algum erro no meio do caminho”, diz. O segrego é “cometer erros rapidamente e revertê-los rapidamente”, sem que eles comprometam a carteira como um todo, ele ensina.
3. Não diversificar
Diversificar os investimentos é uma estratégia financeira que consiste em distribuir seu capital entre diferentes tipos de ativos, que estejam descorrelacionados entre si. O objetivo é reduzir o risco, pois, ao investir em diferentes tipos de ativos, você não coloca todo o seu dinheiro em uma única área que pode sofrer perdas significativas.
“O investidor tem que entender que, muitas vezes, coisas boas vão acontecer no mercado quando ele estiver fora. Você vai encontrar o cunhado no churrasco e ele vai te contar que comprou tudo em criptomoeda ou que é o maior acionista da Nvidia e isso vai mexer com você”, exemplifica. “Mas você deve seguir firme diversificando. Não faça como o cunhado, colocando tudo no mesmo risco”, alerta, em tom de brincadeira.
“Diversificar é ter em carteira ativos descorrelacionados, ou seja, que não andem na mesma direção. Por exemplo: ter apenas produtos em carteira que são afetados pela Selic não é diversificar”, ela ensina.
4. Não ter ou não saber seu objetivo
É preciso decidir o que se quer para traçar um plano e chegar até a meta. Isso conta bastante na sua tomada de decisão. “Sem saber seu objetivo, você não vai saber o que comprar, quando comprar, quando vender”, diz Carol.
Moran ensina que uma pergunta importante de se fazer antes de investir é: para o que eu estou investindo? “Ah, eu quero ter tanto de dinheiro em X anos. Ok, mas quanto eu consigo poupar e quanto eu preciso de rendimento mensal para acelerar isso?”, explica.
Também é preciso conhecer bem o seu perfil de investidor e sua tolerância a risco. “Você consegue dormir à noite com as escolhas de ativos que você fez? Você tem que se conhecer, porque investir não pode custar a sua saúde. Então, descubra qual o seu objetivo, qual a sua capacidade de atingir esse objetivo, e se você aguenta as consequências chegar lá?”, afirma.
Moran destaca que é muito importante o investidor entender que nem todo mundo tem o mesmo objetivo. “Muitas vezes, as pessoas querem saber qual o melhor investimento do momento. E a única resposta honesta é: depende do que você quer fazer com o dinheiro. Uma pessoa que está começando a vida profissional agora, ela tem capacidade de aguentar risco muito maior que uma pessoa de 60 anos, perto de se aposentar. O melhor investimento depende do contexto de cada um. O que é bom para um pode ser veneno para outro”, ensina.
5. Ignorar a relação risco x retorno
A relação risco x retorno em um investimento refere-se ao equilíbrio entre o nível de risco que um investidor está disposto a assumir e a possível recompensa financeira (retorno) que ele pode obter com esse investimento.
“Você tem que ser remunerado adequadamente ao risco que está se expondo. Se não, não vale a pena nem entrar”, aponta Moran.
Quer conferir a live na íntegra? Clique no vídeo abaixo. Aproveite e acompanhe, gratuitamente, os relatórios da EQI Research.
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