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23 milhões querem começar a investir em 2026, aponta Anbima

23 milhões querem começar a investir em 2026, aponta Anbima

Entidade destaca risco, estratégia, taxas e liquidez na escolha de fundos de investimento

Cerca de 23 milhões de brasileiros que ainda não possuem investimentos financeiros afirmam que pretendem começar a aplicar em 2026, segundo a 9ª edição do Raio X do Investidor Brasileiro.

Realizado pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) em parceria com o Datafolha, o levantamento mostra que 60,6 milhões de pessoas já possuem algum tipo de investimento no país. O número representa aproximadamente 36% da população adulta.

Apesar do interesse crescente, a maioria dos brasileiros ainda está fora do mercado de investimentos. Para a Anbima, transformar a intenção de começar em uma decisão consciente exige compreender o funcionamento dos produtos e evitar escolhas baseadas apenas na expectativa de rentabilidade.

“Com regras bem definidas e gestão profissional, os fundos de investimento podem ser uma alternativa prática, acessível e segura para quem está começando a investir”, afirma Soraia Barros, gerente-executiva de Representação de Gestão e de Serviços Fiduciários da Anbima.

A entidade destaca cinco aspectos que devem ser avaliados antes da escolha de um fundo de investimento.

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Risco e retorno devem estar alinhados ao objetivo

Os fundos de investimentos possuem diferentes níveis de risco, volatilidade e potencial de retorno. Por isso, a escolha precisa considerar o objetivo financeiro, o prazo disponível e a tolerância do investidor às oscilações.

Fundos conservadores costumam apresentar variações menores, enquanto estratégias moderadas ou arrojadas podem registrar oscilações mais intensas. Isso não significa, contudo, que um risco maior resulte necessariamente em ganhos.

“Quanto maior o risco, maior tende a ser o potencial de retorno, e vice-versa”, explica Soraia.

Segundo a representante da Anbima, investidores com objetivos de curto prazo ou maior preocupação com a preservação do patrimônio devem observar produtos mais conservadores. Estratégias de maior risco podem ser consideradas por quem possui horizonte mais longo e capacidade de suportar perdas e oscilações.

Estratégia e gestor ajudam a entender o fundo

Outro ponto destacado pela entidade é a análise da estratégia e dos profissionais responsáveis pelas decisões de investimento.

O regulamento informa quais ativos podem integrar a carteira, os riscos assumidos, os prazos e as demais condições do produto. Essas regras permitem avaliar se o fundo é compatível com o perfil e os objetivos do investidor.

“A estratégia mostra ao investidor quais tipos de ativos o fundo pode comprar. Ele pode investir majoritariamente em renda fixa, como títulos de dívida, em renda variável, como ações, ou ainda mesclar diferentes tipos de aplicações, como ocorre nos fundos multimercados”, exemplifica Soraia.

Além da estratégia, a Anbima recomenda observar quem administra os recursos e como o fundo executa a política definida em seus documentos.

Taxas e liquidez também precisam ser comparadas

Os custos cobrados pelos fundos afetam a rentabilidade recebida pelo cotista. Entre eles estão a taxa de administração e, em determinados produtos, a taxa de performance.

A taxa de performance é cobrada quando o fundo supera um parâmetro de referência, conhecido como benchmark. A existência da cobrança e suas condições devem ser verificadas antes do investimento.

“A escolha de um fundo não deve se basear apenas no custo, mas na avaliação, pelo investidor, se há coerência entre a taxa cobrada, o nível de risco e a estratégia do produto”, destaca Soraia.

A liquidez também deve ser considerada. Alguns fundos permitem o resgate em poucos dias, enquanto outros possuem prazos mais longos para converter as cotas e depositar o dinheiro na conta do investidor.

Por isso, o prazo de resgate precisa ser compatível com a finalidade do recurso. Valores que podem ser necessários no curto prazo exigem maior atenção à disponibilidade do dinheiro.

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Fundos podem facilitar o primeiro investimento

A gestão profissional aparece como uma das principais características dos fundos para quem está começando. Em vez de selecionar individualmente cada ativo, o investidor adquire cotas de uma carteira administrada conforme uma estratégia previamente definida.

Segundo a Anbima, alguns fundos permitem aplicações iniciais a partir de R$ 10. A entidade considera que os valores reduzidos podem facilitar os primeiros aportes e permitir que o investidor conheça o funcionamento do produto antes de aplicar quantias maiores.

A aplicação mínima, entretanto, varia entre os fundos. Antes de investir, é necessário conferir as regras, os riscos, os custos e os prazos específicos de cada produto.