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Brava: reapresentação de proposta de OPA da Ecopetrol ainda não convence

Brava: reapresentação de proposta de OPA da Ecopetrol ainda não convence

O banco Safra acredita que a geração de caixa poderá continuar pressionada no curto prazo pelos elevados investimentos (capex) e pelos desembolsos relacionados ao earn-out

A reapresentação do edital para a Oferta Pública de Aquisição (OPA) para a obtenção do controle da Brava (BRAV3), por parte da colombiana Ecopetrol, ainda traz incerteza ao mercado e não tranquiliza investidores. O banco Safra, por exemplo, acredita que a geração de caixa poderá continuar pressionada no curto prazo pelos elevados investimentos (capex) e pelos desembolsos relacionados ao earn-out.

“Além disso, a incerteza em relação à estratégia da companhia após a mudança de controle pode limitar o desempenho das ações até que esse cenário seja esclarecido”, informou trecho do relatório.

Após receber a aprovação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Ecopetrol retomou sua oferta pública para aquisição de 116,1 milhões de ações da Brava. Somadas às ações que serão adquiridas das partes integrantes do acordo de acionistas, essa participação será suficiente para alcançar 51% do capital total da companhia e, assim, assumir o controle da Brava.

Liquidação financeira em 17 de agosto

O leilão está agora previsto para 5 de agosto, enquanto a liquidação financeira foi agendada para 17 de agosto.

“É importante destacar que o preço da oferta permanece inalterado em R$ 23 por ação. Considerando que todas as ações em circulação que não fazem parte do acordo de acionistas sejam ofertadas, os acionistas poderão vender cerca de 34% de sua participação na operação”, diz outro trecho do relatório.

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Assumindo a venda de 34% da posição na oferta e que o preço das ações permaneça no nível atual após a operação, o Safra estima um retorno esperado de aproximadamente 5% para os investidores que adquirirem os papéis ao redor de R$ 20 por ação.

Há alguns dias, o colegiado da CVM havia decidido a favor do recurso da Ecopetrol e destravou a OPA da petroleira colombiana pela Brava, que seguirá nos termos originais dos documentos da transação. Para a XP Investimentos, a definição tira um peso do caminho.

“A decisão é positiva por reduzir as incertezas relacionadas à conclusão da OPA”, avaliou o analista Regis Cardoso.

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