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Moura Dubeux tem lucro considerado forte no 2ºTRI; ações sobem

Moura Dubeux tem lucro considerado forte no 2ºTRI; ações sobem

O resultado ficou 3% acima da estimativa do banco Safra

A Moura Dubeux (MDNE3) apresentou um desempenho considerado forte pelo banco Safra no segundo trimestre, com lucro líquido de R$ 174 milhões, alta de 44% na comparação anual. O resultado ficou 3% acima da estimativa do banco e veio acompanhado de um retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) anualizado de 30,3%, reforçando a percepção positiva do Safra sobre a construtora. Com isso, as ações da construtora sobem aproximadamente 5% na bolsa de valores.

O principal destaque do trimestre foi a forte expansão da margem bruta, impulsionada pelo maior reconhecimento de receitas de desenvolvimento de terrenos na divisão de condomínios. A margem bruta ajustada consolidada chegou a 40,2%, avanço de 5,8 pontos percentuais em relação ao segundo trimestre de 2025.

A receita líquida alcançou R$ 731 milhões, alta de 10% em um ano e de 16% em relação ao trimestre anterior. O valor ficou 5% acima da projeção do Safra.

Desenvolvimento de terrenos impulsiona margem

A divisão de condomínios foi o principal motor do crescimento. A receita do segmento avançou 17% em um ano, para R$ 493 milhões, favorecida pelo reconhecimento de R$ 349 milhões em taxas de desenvolvimento de terrenos.

Segundo o Safra, a maior participação dessas receitas, provenientes de terrenos adquiridos por meio de permutas físicas, contribuiu para levar a margem bruta dos condomínios a 42%, alta de 7,3 pontos percentuais em 12 meses.

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A margem ficou, contudo, 3,1 pontos percentuais abaixo da estimativa do banco. A diferença foi atribuída principalmente à maior participação de vendas de condomínios fechados no mix de receitas, modalidade que apresenta margem próxima de 30%.

No modelo tradicional de construção residencial, a margem também apresentou melhora, com avanço de 2,5 pontos percentuais na comparação anual. O movimento ajudou a elevar a margem bruta ajustada consolidada para 40,2%.

Lucro cresce apesar de despesas maiores

O resultado positivo veio mesmo com algumas pressões sobre as despesas. Os gastos gerais e administrativos cresceram 35% em relação ao segundo trimestre de 2025, provocando uma perda de 1,2 ponto percentual na alavancagem operacional.

As despesas judiciais também aumentaram, passando de R$ 5 milhões no segundo trimestre de 2025 para R$ 14 milhões.

Por outro lado, a companhia registrou ganho financeiro líquido de R$ 35 milhões, acima dos R$ 23 milhões projetados pelo Safra. O desempenho foi beneficiado pelo ajuste pela inflação das taxas de desenvolvimento de terrenos e ajudou a compensar parte da pressão sobre as despesas operacionais.

Com isso, a margem líquida ficou em 23,8%, alta de 5,6 pontos percentuais em um ano.

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