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Rumo (RAIL3) sobe mais de 4% na bolsa; veja o que dizem os analistas

Rumo (RAIL3) sobe mais de 4% na bolsa; veja o que dizem os analistas

Para o banco Safra, o balanço veio em linha com as expectativas, com forte crescimento dos volumes transportados

As ações da Rumo (RAIL3) sobem cerca de 4% nesta quinta-feira (13), após a companhia divulgar os resultados do segundo trimestre. Para o banco Safra, o balanço veio em linha com as expectativas, com forte crescimento dos volumes transportados compensando parcialmente a queda nas tarifas e a alta dos custos operacionais.

O principal destaque do trimestre foi justamente o avanço dos volumes. A Rumo transportou 23,8 bilhões de toneladas por quilômetro útil (RTK), alta de 9,1% em relação ao segundo trimestre de 2025. O crescimento foi impulsionado tanto pela operação Sul, que avançou 14,1%, quanto pela operação Norte, com alta de 8%, em ambos os casos favorecidas por fluxos mais fortes de produtos agrícolas, de acordo com os dados do relatório.

A expansão dos volumes, porém, foi parcialmente neutralizada pela redução de 2,5% no yield médio, para R$ 154,80 por mil RTK. As tarifas recuaram 3,4% na operação Norte e 1,2% na Sul.

Receita cresce, mas custos avançam mais

A receita líquida da Rumo chegou a R$ 3,9 bilhões, alta de 6,2% na comparação anual e ligeiramente acima das estimativas do Safra e do consenso.

A receita de transporte, principal fonte de faturamento da companhia, cresceu 6,4%, para R$ 3,7 bilhões. Já a receita com soluções logísticas caiu 8,9%, para R$ 127 milhões, acompanhando uma redução de 3,4% nos volumes logísticos.

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O avanço da receita não foi suficiente para evitar a pressão sobre as margens. Os custos operacionais em caixa aumentaram 9%, para R$ 1,63 bilhão, acima do crescimento de 6,2% da receita.

Com isso, a margem Ebitda ajustada caiu 3,9 pontos percentuais, para 57,5%. O Ebitda ajustado ficou praticamente estável, em R$ 2,3 bilhões, em linha com a projeção do Safra.

O banco ressalta, porém, que a comparação anual foi afetada por cerca de R$ 100 milhões em efeitos não recorrentes registrados no segundo trimestre de 2025. Sem esses efeitos, o Ebitda ajustado teria crescido cerca de 4% em um ano.

Entre os fatores que pressionaram os custos estão a maior remuneração de material rodante de terceiros na operação Norte e o aumento de 48,5% nas despesas logísticas. Custos fixos e despesas administrativas também cresceram 9%, concentrados principalmente na operação Norte, em razão do aumento do quadro de funcionários ao longo de 2025.

Lucro recua com despesas financeiras maiores

O lucro líquido ajustado foi de R$ 688 milhões, queda de 5,8% na comparação anual. O resultado ficou 1,7% acima da estimativa do Safra e 9% acima do consenso.

A principal pressão abaixo do Ebitda veio das despesas financeiras líquidas, que aumentaram 9,5%, para R$ 765 milhões. O avanço ocorreu principalmente devido ao crescimento de 21,8% da dívida líquida em 12 meses, que chegou a R$ 17,3 bilhões.

Parte desse impacto foi compensada por outras receitas financeiras, que subiram de R$ 117 milhões para R$ 229 milhões, beneficiadas pela maior capitalização de juros relacionados ao projeto da Ferrovia de Mato Grosso, cuja primeira fase foi entregue em junho.

A alavancagem financeira terminou o trimestre em 2,1 vezes, estável em relação ao primeiro trimestre, mas acima das 1,8 vez registradas um ano antes.

Safra mantém visão positiva sobre Rumo

Apesar da pressão sobre custos e margens, o Safra considera que o resultado foi consistente com suas expectativas e mantém recomendação de Outperform para a Rumo.

Na avaliação do banco, a ação continua apresentando uma relação atrativa entre risco e retorno. O Safra calcula uma taxa interna de retorno real implícita de 11,2% para os papéis, o que representa um prêmio de 3,35 pontos percentuais em relação aos títulos públicos brasileiros indexados à inflação com vencimento em 2037.

O resultado do segundo trimestre, portanto, combina dois sinais distintos: de um lado, a Rumo segue apresentando crescimento robusto de volumes, especialmente ligado ao agronegócio; de outro, a alta dos custos e a redução das tarifas limitam a conversão desse crescimento em expansão de lucro e margens.

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