Cuidar do próprio dinheiro pode ser uma tarefa fácil para alguns, enquanto para outros pode ser a lição de casa mais difícil da vida. E tudo tem origem em nossos hábitos financeiros. Sim, são eles que podem nos fazer prosperar ou ir à ruína de vez.
Você lembra que, em algum momento da sua infância, deve ter ganhado um cofrinho para guardar moedas que, depois de um tempo, se transformaram em boneca, bola ou picolé… O que talvez você não tenha se dado conta é de que esse cofrinho não era só sobre poupar. Ele era também sobre organizar desejos, fazer escolhas, ter autocontrole e paciência. Pois é, a saúde financeira dos adultos é sobre isso também.
Neste texto, selecionamos 5 bons hábitos financeiros que vão te ajudar a prosperar e 5 que podem te afundar. Confira!
Hábitos financeiros que vão te salvar
Confira os 5 hábitos financeiros que vão te ajudar:
1- Conheça e controle seu orçamento
Saber qual seu orçamento mensal e ter planejamento financeiro é primordial para gastar ou investir com consciência, sem perder a saúde financeira. Você pode usar um aplicativo, um caderno ou uma planilha, o importante é ter controle sobre o orçamento e traçar metas!
2 – Faça uso inteligente do cartão de crédito
Popular e disponível para qualquer pessoa com nome limpo no Serasa, o cartão de crédito até hoje é considerado inimigo por muitos que não conseguem ter controle sobre os gastos. Porém, saiba que ele pode ser um aliado.
Comprar no crédito pode ser algo leve quando você sabe quanto ganha e qual seu orçamento para gastar. É basicamente uma ferramenta que ajuda a organizar os gastos e ainda a ter algumas “recompensas”. Você pode acumular pontos e milhas que podem ser trocados por produtos e viagens, por exemplo.
3 – Gaste menos do que ganha
Você precisa ter controle sobre o seu orçamento, sabendo quanto ganha, quais os gastos fixos e quais são seus gastos variáveis. E precisa buscar, com disciplina e autocontrole, viver “um degrau abaixo”, ou seja, é preciso fazer sobrar dinheiro no final do mês.
Conseguindo esse feito – o de se tornar um poupador -, tome muito cuidado com a autossabotagem e vamos falar dela logo a seguir.
4 – Controle os impulsos consumistas
Nada como comprar uma blusa nova, mas você precisa dela? Bom, nem sempre é uma necessidade, mas sim uma vontade. Para avaliar se um produto ou serviço vale o seu “suado dinheirinho”, faça a você mesmo três perguntas: Eu preciso? Eu posso? Eu quero?
A chave principal é entender o motivo da compra, se ela realmente é uma necessidade ou se pode ser adiada, se você tem condição de pagá-la e se realmente é um desejo ou apenas algo momentâneo.
Uma solução pode ser deixar de comprar no momento e esperar um mês para ver se realmente aquela compra é necessária.
5 – Aprenda a investir!
Se você tem um orçamento, gastos fixos definidos e controle, por que não investir? Seja para comprar um carro, imóvel, fazer a viagem dos sonhos, estudar, planejar uma previdência privada ou o estudo dos filhos, o investimento é imprescindível tanto para quem quer segurança patrimonial quanto para quem busca rendimentos (dividendos e JCP) além da renda atual.
Mas antes de começar, faça um teste para descobrir o seu perfil de investidor, seja ele conservador (investidor que não arrisca), moderado (investidor que toma riscos controlados) ou arrojado (investidor predisposto a riscos).
Hábitos que podem te afundar
Além dos bons hábitos financeiros que te fazem crescer, há também aqueles que podem te prejudicar, seja no dia a dia ou no longo prazo. Confira quais hábitos financeiros tirar de sua vida:
1 – Ir ao mercado sem lista
Ir a um supermercado sem lista de compras é um erro, ainda mais se for na hora das refeições, não é mesmo? Muitas vezes, sem essa organização, acabamos pegando mais coisas do que realmente precisamos – ou pior: saímos cheios de sacolas, mas sem levar o que realmente fomos lá buscar.
Mas esse não é o único ponto. Há também aquelas “comprinhas” à toa, de valores pequenos, que vamos fazendo a cada semana e que, no final do mês, se transformam em um susto. Por isso, não esqueça de fazer a lista!
2 – Abusar de delivery, assinaturas de streaming e compras online
“Hoje vou ficar em casa para economizar”. Sim, a frase faz sentido. Mas não vai fazer qualquer sentido se você ceder à tentação de pedir comida no delivery, assinar mais um streaming só para ver “aquele filme” e comprar “só mais uma blusinha” no site chinês baratinho – que aliás, não é mais tão baratinho assim depois da taxação. De novo, atenção à autossabotagem!
3 – Pagar somente o mínimo do cartão de crédito
Já falamos aqui que o cartão de crédito pode ser seu aliado, não é mesmo. Ok, mas pagar só o mínimo da fatura é sempre um erro.
O pagamento mínimo da fatura é uma alternativa oferecida pelos bancos para quem não consegue quitar o valor total da conta do cartão. Geralmente, esse valor corresponde a cerca de 15% do total. Apesar de parecer uma solução imediata, essa escolha não é indicada, principalmente devido aos altos juros cobrados no crédito rotativo. Para se ter uma noção, a taxa de juros do rotativo já ultrapassa 450% ao ano.
Na prática, isso significa que, ao optar pelo pagamento mínimo, o consumidor se expõe a um grande risco de endividamento. No mês seguinte, além do saldo restante da fatura anterior, ele terá que pagar os juros, as taxas acumuladas e o valor das novas compras — incluindo as que já estavam parceladas.
4 – Não fazer reserva de emergência
Imagina perder o emprego e não ter dinheiro para pagar a escola do filho? Ou ter um imprevisto de saúde ou um conserto inesperado em casa e, para pagar a conta, você precisar se desfazer de todo investimento que começou em busca de sua independência financeira? Ou ter que se endividar para lidar com essa urgência?
Para ser bem planejado financeiramente, é preciso ter sempre uma reserva para emergência, que deve ser condizente com o seu estilo atual de vida. É preciso ter pelo menos quatro meses do seu custo básico mensal guardado em um ativo seguro, de alta liquidez (ou seja, que você possa resgatar no mesmo dia) e com rentabilidade pelo menos acima da inflação, para garantir o poder de compra, como o Tesouro Selic ou um CDB de liquidez diária.
4 – Não cobrar quem te deve
É muito chato cobrar dinheiro dos outros, é verdade. Mas se você está pensando em formar patrimônio, é hora de cobrar aquele amigo ou parente que pegou empréstimo lá atrás.
Cobrar quem te deve não deveria ser vergonhoso. Pelo contrário, se você estivesse devendo ao banco, a instituição não deixaria de te cobrar, não é mesmo? Então, se a pessoa tem alguma proximidade ao ponto de te pedir dinheiro emprestado, há também proximidade para cobrá-la. Ah, e vale dizer, aprender a “dizer não” também precisará se tornar um novo hábito!
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