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Sentimento do consumidor nos EUA recua para 68,1 em setembro

Sentimento do consumidor nos EUA recua para 68,1 em setembro

O consenso de analistas projetava uma queda maior, para 67,7

O índice de sentimento do consumidor nos Estados Unidos, elaborado pela Universidade de Michigan, recuou de 69,5 em agosto para 68,1 em setembro. A leitura final foi divulgada nesta sexta-feira (29) pela própria universidade.

O consenso de analistas do mercado financeiro ouvidos pela FactSet projetava uma queda maior do índice de sentimento do consumidor, para 67,7.

Em relação às expectativas para a inflação em 12 meses, a projeção recuou de 3,5% em agosto a 3,2% em setembro. Este é o menor nível desde março de 2021, segundo a instituição.

Para o intervalo de cinco anos, as expectativas de inflação caíram de 3,0% a 2,8% no mesmo período, abaixo da faixa de 2,9% a 3,1% pela segunda vez em 26 meses, destacou a Universidade de Michigan.

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Sentimento do consumidor: tensões políticas agravam inseguranças

Segundo a instituição, os consumidores estão “compreensivelmente inseguros sobre a trajetória da economia”. A Universidade citou como exemplo a possível paralisação do governo federal dos EUA e as greves na indústria automobilística.

O temido shutdown segue sem definição nos Estados Unidos e os serviços públicos podem parar a partir de domingo (1°). Isso porque a Câmara dos Representantes, comandada pelos republicanos, recusou a proposta do Senado de um acordo provisório

A proposta em questão adiaria uma resolução definitiva, sendo defendida pelos democratas como solução temporária pelo menos até meados de novembro.

Agora, o relógio voltou a contar contra o governo. Centenas de milhares de funcionários federais poderão parar a partir de domingo, comprometendo desde serviços assistenciais até a divulgação de dados econômicos, caso o Congresso não entre em acordo quanto a uma proposta que o presidente democrata Joe Biden possa sancionar antes da meia-noite de sábado (30).

Além disso, a greve das principais montadoras é a mais recente de uma série de conflitos trabalhistas que, segundo economistas, poderá começar a ter impactos significativos no crescimento da economia do país, se persistirem.