O presidente do Fed, Jerome Powell, voltou a deixar em aberto a possibilidade de novas altas na taxa de juros dos EUA, desde julho no intervalo entre 5,25% e 5,5% ao ano. Mesmo depois da manutenção da taxa nas duas últimas reuniões do Fomc, o comitê de política monetária do banco central norte-americano, em setembro e novembro, o executivo afirma que ainda não vê o trabalho concluído.
“Nós vamos continuar agindo com cuidado. Os resultados estão sendo bons, mas não podemos correr riscos e nos deixar iludir pelos dados positivos dos últimos meses, além de entender o risco de um aperto exagerado. Mas, se for apropriado aumentar mais um pouco o aperto, não hesitaremos em fazê-lo”, disse Powell em discurso nesta quinta-feira (9).
Ele reiterou a importância de manter o foco em aproximar a inflação da meta de 2% ao ano – o último PCE, índice preferido por Powell para analisar o cenário, trouxe o índice anualizado em 3,4%, com núcleo em 3,7%. A última reunião do Fomc no ano será em 12 e 13 de dezembro.
“Estamos satisfeitos com o progresso do trabalho, mas ainda não estamos plenamente confiantes de que atingimos o nível restritivo suficiente para alcançar a meta de inflação. O processo de redução sustentável para a meta ainda tem um longo caminho a percorrer”, declarou o executivo.
Além dos índices de inflação, o Fomc leva em conta os dados de atividade econômica e do mercado de trabalho para tomar suas decisões. Powell declarou que espera um crescimento “mais moderado” do PIB nos próximos trimestres e que os diretores do banco central norte-americano estão atentos aos dados divulgados sobre desemprego.
Na semana passada, o comunicado sobre a manutenção dos juros dos EUA pela segunda reunião seguida do Fomc já trazia declarações de teor semelhante, afirmando que trazer a inflação para a meta de 2% ainda exigia “um longo caminho a percorrer”. A ata com mais detalhes da reunião deve ser divulgada na semana que vem.






