O momento atual das empresas siderúrgicas, como Usiminas (USIM5), Gerdau (GGBR4) e CSN (CSNA3), ainda requer cautela por parte dos investidores. Relatório do Bradesco BBI sobre os dados do setor de abril, divulgados pelo Instituto Aço Brasil (IABr), avaliou que, embora o cenário de curto prazo esteja começando a apresentar sinais de melhora, há pouco espaço para altas mais fortes nas ações dessas empresas no momento.
“Seguimos vendo assimetria limitada para revisões positivas mais relevantes nos preços dessas ações neste momento”, informa o documento da casa de análise.
Os dados divulgados pelo IABr mostraram um cenário misto para a indústria siderúrgica brasileira, com avanço nos embarques domésticos de aço, mas ainda com sinais de fraqueza na demanda aparente e forte retração das importações, segundo relatou o BBI.
Segundo o levantamento, os embarques domésticos de aço acabado cresceram 4% em relação a março e avançaram 7% na comparação anual, considerando a média diária. O movimento foi puxado tanto pelos aços planos quanto pelos longos.
No segmento de aços planos, os embarques subiram 1% frente ao mês anterior e 6% na comparação com abril do ano passado. Entretanto, a demanda aparente recuou 8% na base mensal e caiu 7% em relação ao mesmo período de 2025, apesar de ainda acumular alta de 1% no ano.
Já os aços longos apresentaram desempenho mais robusto. Os embarques domésticos avançaram 7% na comparação mensal e 9% em base anual. A demanda aparente do segmento caiu 2% frente a março, mas registrou leve crescimento de 1% na comparação anual.
Queda nas importações
Um dos destaques do relatório foi a forte queda das importações. Nos aços planos, o volume importado recuou 36% em relação a março, reduzindo sua participação na demanda aparente de 23% para cerca de 16%. Nos aços longos, a retração foi ainda mais intensa, de 53%, com a penetração das importações caindo de 15% para aproximadamente 7%.
No acumulado do ano, as importações totais de aço registram queda de 4%, refletindo principalmente a retração de 21% nos aços longos, enquanto os planos ainda acumulam crescimento de 2%.
As exportações também mostraram volatilidade em abril. Os embarques de aços planos caíram 26% frente a março, embora tenham avançado 33% na comparação anual. Nos aços longos, as exportações recuaram 31% na margem e subiram 2% em relação ao mesmo mês de 2025. Já os semiacabados registraram queda de 8% no mês, mas crescimento de 14% no comparativo anual.
A produção de aço bruto alcançou cerca de 2,7 milhões de toneladas em abril, alta de 6% sobre março e de 1% em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar disso, o volume ainda acumula retração de 3% no ano.
Leia também:






