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PIB da China cresce 5,2% no 2º trimestre e supera previsões

PIB da China cresce 5,2% no 2º trimestre e supera previsões

O PIB da China registrou crescimento anualizado de 5,2% no segundo trimestre de 2025, levemente acima da previsão de 5,1% feita por analistas. O número indica uma leve desaceleração em relação ao avanço de 5,4% observado nos primeiros três meses do ano, mas demonstra resiliência em um cenário global ainda incerto e pressionado por desafios como deflação, demanda interna fraca e tensões comerciais persistentes.

Apesar da desaceleração, os dados sugerem que a economia chinesa continua a evitar uma queda acentuada, apoiada por estímulos fiscais e monetários, além de estratégias para antecipar exportações e sustentar a atividade industrial.

Indústria surpreende positivamente em junho

Um dos destaques do período foi o desempenho da produção industrial, que cresceu 6,8% em junho em relação ao mesmo mês de 2024, superando com folga a expectativa de 5,5%. O resultado marca a maior alta desde março e aponta que o setor industrial chinês conseguiu manter força mesmo diante da pressão por parte das tarifas americanas e da perda de dinamismo no comércio global.

Esse crescimento reforça o papel estratégico da indústria na sustentação do PIB da China, especialmente num contexto em que o consumo interno não tem conseguido manter o mesmo ritmo.

Consumo ainda patina: varejo abaixo do esperado

Por outro lado, o consumo doméstico segue como um ponto de atenção. As vendas no varejo subiram 4,8% em junho, abaixo do consenso de 5% e bem distante dos 6,4% observados em maio. O dado evidencia que, mesmo com subsídios ao consumidor e políticas de incentivo, a confiança do consumidor continua enfraquecida.

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A fraqueza das vendas no varejo também reflete um impacto mais amplo da deflação e da desaceleração do setor imobiliário, que influencia o sentimento econômico geral.

Perspectivas: estímulos e desafios à frente

O governo chinês enfrenta agora o desafio de sustentar o crescimento e cumprir a meta anual de cerca de 5% — algo que, para muitos analistas, ainda parece ambicioso. Com sinais de esgotamento nos estímulos já aplicados e uma recuperação desigual entre os setores, é esperada uma nova rodada de políticas econômicas após a próxima reunião do Politburo, prevista para o final de julho.

Medidas adicionais podem incluir aumento nos gastos com infraestrutura, novos cortes de juros e até expansão do déficit público. No entanto, há dúvidas sobre a eficácia dessas ações diante das pressões deflacionárias e da fraca demanda estrutural.

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