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Petróleo hoje dispara quase 5% e Brent supera US$ 105 com tensão no Oriente Médio

Petróleo hoje dispara quase 5% e Brent supera US$ 105 com tensão no Oriente Médio

Temores sobre a oferta no Golfo Pérsico e redução da produção americana impulsionam a commodity; BRAV3, RECV3 e PRIO3 avançam mais de 3%

O petróleo hoje (8) operava em forte alta por volta das 11h45, com o mercado aumentando o prêmio de risco diante das ameaças ao abastecimento no Oriente Médio e da redução da produção nos Estados Unidos provocada pela aproximação de um furacão.

O petróleo Brent, referência internacional, subia 4,91%, cotado a US$ 105,12 por barril. O avanço correspondia a US$ 4,92 em relação ao fechamento anterior. Já o West Texas Intermediate (WTI) ganhava 4,52%, para US$ 92,27, aumento de US$ 3,99 por barril.

Os dois contratos chegaram a avançar mais de US$ 5 durante as primeiras horas da negociação. O Brent operava próximo do maior nível em mais de uma semana, enquanto o WTI se aproximava da maior cotação desde 2 de outubro.

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Risco de ataques ao Irã aumenta preocupação com oferta

A alta ganhou força após notícias de que o governo dos Estados Unidos avalia uma nova ofensiva militar de grande porte contra o Irã. Segundo informações divulgadas pela NBC News, o presidente Donald Trump e sua equipe de segurança nacional discutiram cenários que incluem ataques antes das eleições legislativas americanas de novembro.

A possibilidade de uma ofensiva aumenta o receio de interrupções no transporte de petróleo pelo Golfo Pérsico e pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes para as exportações globais da commodity.

A escalada das tensões no Oriente Médio também inclui ataques dos rebeldes houthis contra alvos na Arábia Saudita e ações atribuídas ao Irã contra navios petroleiros. As ocorrências ampliam as dúvidas sobre a segurança das embarcações e da infraestrutura energética da região.

Nos Estados Unidos, a aproximação de um furacão acrescentava outro fator de restrição. A ameaça às instalações offshore levou à redução da produção e a medidas preventivas nas plataformas, diminuindo temporariamente a oferta americana.

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Petrolíferas avançam na B3

A disparada do petróleo impulsionava as ações das principais produtoras brasileiras. Por volta das 11h31, a Brava Energia (BRAV3) liderava os ganhos do grupo, com alta de 3,47%.

A PetroReconcavo (RECV3) avançava 3,33%, enquanto a PRIO (PRIO3) subia 3,18%. As empresas possuem receitas diretamente relacionadas à produção e à cotação internacional do petróleo.

As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) registravam valorização mais moderada, de 1,47%, a R$ 55,13. Durante a manhã, os papéis chegaram a R$ 55,80.

O petróleo mais caro tende a favorecer as receitas das produtoras, embora o impacto sobre cada empresa também dependa do volume produzido, dos custos operacionais, da exposição cambial e de eventuais instrumentos de proteção contra oscilações dos preços.