A Petrobras (PETR4) participou do 4º Ciclo de Oferta Permanente de Partilha de Produção e do 6º Ciclo de Oferta Permanente de Concessão, promovidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), e saiu das disputas com 14 blocos exploratórios no total. A informação foi divulgada pela companhia nesta quinta-feira (8).
No 4º Ciclo de Oferta Permanente de Partilha de Produção, a Petrobras adquiriu os blocos Azurita, na Bacia de Campos, e Cruzeiro do Sul, na Bacia de Santos. Em ambos, a estatal terá 100% de participação e atuará como operadora.
Nesse modelo, o único critério adotado pela ANP para definir a proposta vencedora foi a oferta do percentual de excedente em óleo a ser destinado à União. O valor do bônus de assinatura já constava previamente no edital, de forma fixa.
Confira o resultado da participação da companhia:
| Bacia | Bloco | Consórcio | Excedente em óleo para a União | Bônus (parcela Petrobras) |
|---|---|---|---|---|
| Campos | Azurita | Petrobras* 100% | 30,00% | R$ 98.365.884,50 |
| Santos | Cruzeiro do Sul | Petrobras* 100% | 15,27% | R$ 134.035.000,00 |
| Total | – | – | – | R$ 232.400.884,50 |
*Operadora
Concessão: 12 blocos na Bacia de Campos
No 6º Ciclo de Oferta Permanente de Concessão, a Petrobras adquiriu 12 blocos na Bacia de Campos, todos com 100% de participação: C-M-111, C-M-159, C-M-113, C-M-115, C-M-161, C-M-163, C-M-165, C-M-214, C-M-216, C-M-281, C-M-283 e C-M-352.
Com os resultados, a Petrobras reforça sua presença em duas das principais bacias sedimentares do país, com destaque para Campos, que concentra 13 dos 14 blocos adquiridos nos dois ciclos.
Recentemente, o Itaú BB avaliou que as ações da Petrobras podem valorizar entre 35% e 40% caso diminua parte do desconto com que suas ações são negociadas em relação às grandes petroleiras internacionais.
A instituição mantém a estatal como sua principal escolha no setor de petróleo e gás. Além dos fundamentos da companhia, a tese permanece apoiada nos preços elevados do petróleo, nas margens de refino e na possibilidade de melhora do ambiente macroeconômico brasileiro.
No cenário-base da matriz de sensibilidade, que considera o petróleo Brent a US$ 55 por barril e um custo de capital próprio de 14,2%, o preço-alvo para PETR4 no fim de 2027 é de R$ 38. O valor representa potencial de valorização de 19% diante da cotação considerada no relatório.
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