O petróleo hoje (10) operava em forte alta por volta das 17h05, com os principais contratos internacionais avançando cerca de 7%. O Brent era negociado a US$ 108,27 por barril, valorização de US$ 7,06, ou 6,98%.
O petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, subia US$ 6,90, equivalente a 7,18%, e alcançava US$ 102,95 por barril. O contrato americano voltou a superar os três dígitos e atingiu seu maior patamar desde maio.
A disparada reflete o aumento das hostilidades no Oriente Médio e o receio de que uma guerra prolongada entre Estados Unidos e Irã provoque novas restrições à oferta. Os ataques a embarcações se intensificaram no Estreito de Ormuz, enquanto o avanço dos houthis elevou a insegurança em outra rota estratégica para o comércio de energia.
Houthis ampliam ameaça às rotas de exportação
Os houthis, grupo alinhado ao Irã, tomaram o controle da cidade portuária de Mokha, na costa oeste do Iêmen, e avançaram em direção às ilhas de Hanish. A região fica próxima ao Estreito de Bab el-Mandeb, passagem que conecta o Mar Vermelho ao Golfo de Áden e permite o acesso ao Canal de Suez.
A rota ganhou ainda mais importância desde que o tráfego pelo Estreito de Ormuz passou a operar sob restrições. Antes do início da guerra, aproximadamente um quinto da oferta mundial de petróleo atravessava Ormuz.
O Irã afirmou ter atacado dez embarcações próximas a Ormuz na quarta-feira (9), depois de os Estados Unidos atingirem cinco navios petroleiros iranianos. O aumento das ações contra o transporte marítimo levou investidores a incorporar um prêmio maior de risco aos preços.
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Risco de oferta supera sinais de demanda mais fraca
A valorização ocorre apesar de indicadores que poderiam limitar os preços. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo reduziu pela quinta vez consecutiva sua previsão de crescimento da demanda mundial em 2026. A estimativa passou para 380 mil barris por dia.
Nos Estados Unidos, os estoques comerciais de petróleo caíram 391 mil barris na última semana, para 424,1 milhões. A redução ficou abaixo da expectativa de aproximadamente 1,5 milhão de barris. Em contrapartida, as compras chinesas aumentaram nas últimas semanas e deram sustentação ao mercado físico.
Com o Brent acima de US$ 108, o mercado permanece atento ao tráfego de petroleiros, às instalações de produção e à capacidade de refino. A permanência das cotações acima de US$ 100 também aumenta as preocupações com a inflação e pode dificultar a redução dos juros nas principais economias.






