O presidente libertário da Argentina, Javier Milei, causou controvérsia ao criticar a ONU em um discurso na Assembleia Geral, referindo-se à organização como um “Leviatã“. Durante fala, Milei chamou a ONU de um monstro “Leviatã”, rejeitou o “pacto para o futuro” proposto pela entidade e apresentou uma alternativa com sua “agenda da liberdade”.
Em sua crítica, Milei afirmou que a ONU se tornou “impotente” em cumprir seu papel de prevenir conflitos globais. Ele condenou o “pacto para o futuro” da organização, classificando-o como uma iniciativa “socialista”, e argumentou que a missão original da ONU foi “distorcida”.
Segundo ele, a ONU “se tornou um Leviatã de múltiplos tentáculos, buscando ditar o que cada Estado-Nação deve fazer e como os cidadãos do mundo devem viver”, em referência à criatura monstruosa da mitologia.
“É o que sempre acontece com as ideias da esquerda. Eles criam um modelo de acordo com o que os seres humanos devem fazer e, quando as coisas são diferentes, eles reprimem, restringem e reduzem a liberdade”, afirma Javier Milei.
Envolvido em frequentes conflitos com adversários políticos, Milei está tentando estabilizar a economia da Argentina após anos de crises financeiras. Suas severas medidas de austeridade têm ajudado a reduzir o déficit fiscal, mas ao custo de aprofundar a recessão no país.
Antes de entrar na política e se candidatar à presidência, Milei, que ganhou fama como comentarista televisivo, chegou a atacar o Papa Francisco, chamando-o de “um filho da puta que prega o comunismo”. No entanto, desde que assumiu o cargo em dezembro, ambos têm trabalhado para restaurar suas relações.
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