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Ibovespa hoje: tensão externa e cautela com Copom derrubam índice

Ibovespa hoje: tensão externa e cautela com Copom derrubam índice

O movimento negativo ganhou força na reta final do pregão, em linha com o desempenho das bolsas em Nova York

O Ibovespa hoje encerrou a sessão desta quarta-feira em forte queda, refletindo a aversão global ao risco e a expectativa por decisões de política monetária. O principal índice da bolsa brasileira recuou 2,05%, aos 184.750 pontos, após oscilar entre a máxima de 188.709 e a mínima de 184.504 ao longo do dia. O volume financeiro somou R$ 28,4 bilhões.

O movimento negativo ganhou força na reta final do pregão, em linha com o desempenho das bolsas em Nova York e com o aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio. A decisão do Federal Reserve (Fed) de manter os juros nos Estados Unidos também contribuiu para o tom mais cauteloso entre os investidores.

No Brasil, o mercado adotou postura defensiva antes da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), prevista para a noite. A expectativa majoritária é de um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, o que manteve os investidores em compasso de espera ao longo do pregão.

Entre as blue chips, o destaque negativo ficou para a Vale, que despencou 5,87%, cotada a R$ 79,44, após a divulgação de resultados trimestrais que frustraram as expectativas do mercado. A mineradora foi a segunda maior queda do índice, contribuindo de forma relevante para o desempenho negativo do Ibovespa.

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Com a combinação de fatores externos adversos e incertezas internas, o mercado brasileiro reforça o viés de cautela no curto prazo, à espera de sinais mais claros sobre a trajetória dos juros e o ambiente geopolítico global.

Exterior pressiona

Nos Estados Unidos, os principais índices fecharam em baixa, com o Dow Jones Industrial Average recuando 0,57%, aos 48.861,81 pontos, acumulando o quinto pregão consecutivo de perdas. Já o S&P 500 teve leve alta de 0,04%, enquanto o Nasdaq Composite registrou queda marginal de 0,04%.

O cenário foi influenciado pela continuidade da alta nos preços do petróleo, em meio à possibilidade de prolongamento do bloqueio dos Estados Unidos aos portos iranianos. A escalada das tensões elevou a percepção de risco global, impactando diretamente ativos de maior volatilidade, como ações.