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Guerra na Síria: rebeldes anunciam fuga de Assad e tomam Damasco

Guerra na Síria: rebeldes anunciam fuga de Assad e tomam Damasco

Neste domingo (8), forças rebeldes tomaram Damasco e declararam que o ditador sírio Bashar al-Assad deixou a capital, Damasco, rumo a um destino desconhecido. A informação, divulgada por agências internacionais, foi confirmada por dois oficiais do Exército citados pela Reuters e aponta a escalada da guerra na Síria.

Os insurgentes afirmaram ter entrado em Damasco sem encontrar resistência militar. Testemunhas relataram cenas de celebração na praça central da cidade, com milhares de pessoas a pé e em carros gritando “Liberdade”.

Mohammad Ghazi al-Jalali, primeiro-ministro sírio, afirmou estar em sua residência e disposto a colaborar para a continuidade do governo após a fuga de Assad. Ahmed al-Sharaa, líder rebelde, anunciou que instituições públicas permanecerão sob supervisão do “ex-primeiro-ministro” até que a transição seja concluída.

Em um discurso transmitido pela TV local, os rebeldes comemoraram a “queda de Assad” e relataram a libertação de prisioneiros injustamente detidos pelo regime.

Horas antes, os insurgentes anunciaram o controle total de Homs após intensos combates, deixando o regime de Assad, que governa há 24 anos, à beira do colapso.

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Hadi al-Bahra, líder da oposição baseado na Turquia, afirmou à rede Al Jazeera que representantes do grupo rebelde se reunirão com países árabes, europeus e a Organização das Nações Unidas (ONU) para definir os próximos passos do processo político na Síria.

O The New York Times noticiou que o presidente americano Joe Biden está “monitorando de perto” os desdobramentos. Enquanto isso, Donald Trump, presidente eleito, reiterou que os EUA não devem se envolver no conflito.

Guerra na Síria: quem é Bashar al-Assad?

Bashar al-Assad, 59, assumiu o poder em 2000 após a morte de seu pai, Hafez al-Assad, que liderou a Síria por 30 anos. A família, de origem alauita, pertence a uma minoria xiita no país. Médico oftalmologista formado em Londres, Bashar tornou-se herdeiro político após a morte de seu irmão mais velho, Basil, em 1994.

Declarado presidente aos 34 anos, em um referendo com 97,29% dos votos, Bashar consolidou seu domínio com mandatos renovados em 2007 e 2014, mesmo com a guerra civil em curso.

O conflito na Síria

A capital Damasco tornou-se o epicentro dos eventos que podem selar a queda de Assad. Relatos indicam a presença de rebeldes nos arredores da cidade e confrontos esporádicos.

No sábado (7), o governo sírio acusou os insurgentes de disseminarem desinformação para gerar pânico. Apesar disso, as forças rebeldes avançaram rapidamente, lideradas pelo grupo extremista Hayat Tahrir al-Sham (HTS), antigo braço da Al Qaeda.

Partindo do Norte, os rebeldes conquistaram Aleppo e Homs, enquanto outras frentes avançaram pelo Sul e Leste, cercando Damasco. Bases militares foram tomadas e estátuas de Hafez al-Assad derrubadas.

Contexto da guerra

Desde 2011, a guerra civil síria deixou 500 mil mortos e milhões de refugiados. Assad manteve-se no poder com o apoio da Rússia, do Irã e do Hezbollah.

Agora, com a Rússia envolvida na guerra contra a Ucrânia e o Irã enfrentando tensões com Israel, analistas apontam que ambos os aliados de Assad estão relutantes em se engajar mais profundamente no conflito sírio.

Retiradas de tropas iranianas e do Hezbollah foram registradas, sinalizando um enfraquecimento do apoio ao regime. Especialistas veem a escalada do conflito como reflexo das limitações de Moscou em enfrentar múltiplas guerras simultaneamente.

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