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CNI lidera missão empresarial nos EUA para negociar tarifaço

CNI lidera missão empresarial nos EUA para negociar tarifaço

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) inicia nesta quarta-feira (3) uma missão empresarial a Washington com o objetivo de abrir canais de diálogo e contribuir para a reversão ou redução do tarifaço imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) inicia nesta quarta-feira (3) uma missão empresarial a Washington com o objetivo de abrir canais de diálogo e contribuir para a reversão ou redução do tarifaço imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. A comitiva, que permanece na capital americana até quinta-feira (4), reúne cerca de 130 empresários, dirigentes de federações estaduais e representantes de associações industriais.

A agenda inclui encontros no Capitólio, reuniões bilaterais com instituições parceiras, uma plenária com representantes do setor público e privado dos dois países e participação em audiência pública na US International Trade Commission (USITC). O compromisso ocorre no contexto da investigação aberta pelo governo americano contra o Brasil, baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que avalia práticas comerciais envolvendo temas como comércio digital, serviços de pagamento, tarifas preferenciais, etanol e questões ambientais.

CNI busca diálogo quanto ao tarifaço: Setores mais atingidos

Entre os segmentos mais afetados pelas sobretaxas estão máquinas e equipamentos, madeira, café, cerâmica, alumínio, carnes e couro. Grandes companhias, como Embraer, Stefanini, Novelis, Siemens Energy e Tupy, integram a delegação.

Também participam dirigentes de oito federações estaduais da indústria: FIEG (Goiás), FIEMG (Minas Gerais), FIEPB (Paraíba), FIEP (Paraná), FIRJAN (Rio de Janeiro), FIERN (Rio Grande do Norte), FIESC (Santa Catarina) e FIESP (São Paulo).

Investigação contra o Brasil

Nesta quarta-feira (3), CNI, representada pelo embaixador Roberto Azevêdo, participa de audiência pública conduzida pelo USITC. A investigação foi aberta em julho e abrange comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.

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A CNI apresentou defesa técnica sustentando que o Brasil não adota práticas desleais ou discriminatórias e destacou que o comércio bilateral tem sido historicamente benéfico para os dois países, inclusive com superávit para os EUA. A entidade alertou ainda que medidas unilaterais enfraquecem a parceria estratégica construída ao longo de décadas.

Impactos e alternativas

Estudos da confederação indicam que as tarifas adicionais podem gerar prejuízo de até R$ 20 bilhões ao PIB brasileiro e eliminar cerca de 30 mil empregos. Atualmente, 77,8% da pauta exportadora do Brasil para os EUA enfrenta sobretaxas, com destaque para setores de vestuário, máquinas e produtos têxteis.

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