As mudanças na administração do GPA, dono do Pão de Açúcar (PCAR3), têm sido mal absorvidas pelo mercado. Um comunicado divulgado pela empresa na quinta-feira (8), após o fechamento do mercado, fez com que a taxa de aluguel das ações da companhia entrasse nas lista das 10 mais “alugadas “shorteadas” da B3.
O executivo Rafael Russowsky renunciou aos cargos de vice-presidente executivo financeiro e diretor de relações com investidores da GPA (PCAR3).
O Conselho de Administração do Pão de Açúcar elegeu Alexandre de Jesus Santoro, atual diretor-presidente da empresa, para assumir interinamente a posição de vice-presidente de finanças, acumulando os cargos.
Além disso, Rodrigo Manso foi eleito como diretor de relações com investidores da companhia.
“Ainda que os investidores precisem de mais evidências sobre os resultados das mudanças em curso, as incertezas devem manter alguma pressão vendedora sobre os papéis do Pão de Açúcar no curto prazo, em nossa opinião”, explica o analista Ricardo França, da Ágora Investimentos.
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As ações caem aproximadamente 4% nesta sexta-feira (9).
O que significa o aumento da taxa de aluguel?
Quando a taxa de aluguel de uma ação sobe, isso geralmente indica que há maior demanda para tomar essa ação emprestada, normalmente para operações de venda a descoberto (short selling).
Em outras palavras, mais investidores acreditam que o preço da ação pode cair e querem alugá-la para vender agora e recomprar mais barato depois.
Esse aumento pode sinalizar pressão negativa sobre o papel, maior especulação ou menor disponibilidade de ações para empréstimo, elevando o custo da operação.
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