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BDR Meta/Facebook (FBOK34): saiba como investir na maior rede social do mundo

BDR Meta/Facebook (FBOK34): saiba como investir na maior rede social do mundo

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

02 Dez 2021 às 22:00 · Última atualização: 09 Jun 2022 · 7 min leitura

Redação EuQueroInvestir

02 Dez 2021 às 22:00 · 7 min leitura
Última atualização: 09 Jun 2022

Facebook

O Facebook é a maior rede social do mundo e seu faturamento vem, basicamente, de publicidade. Em 2021, a empresa anunciou a mudança de nome e agora se chama Meta Platforms Inc.

A companhia é uma holding que controla as redes sociais da gigante de tecnologia.

Em seu último balanço divulgado, que corresponde ao terceiro trimestre brasileiro, o Facebook surpreendeu o mercado ao reportar lucro acima de US$ 9 bilhões, sendo uma alta de 17% ante o terceiro trimestre do ano anterior.

Hoje, qualquer investidor pessoa física pode investir nesta gigante da tecnologia a partir da bolsa de valores brasileira. Isso é possível via Brazilian Depositary Receipts (BDRs), você sabia?

Na B3, os investidores brasileiros podem negociar BDRs do Facebook sob o código FBOK34.

Até o mês de outubro de 2020, esses papéis eram restritos a instituições financeiras e pessoas com mais de R$ 1 milhão em investimentos (os chamados investidores qualificados).

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Números do Facebook

As ações do Facebook, listadas na Nasdaq, valorizaram mais de 25% em 2021, indo de US$ 268 em 4 de janeiro a US$ 337 em 22 de novembro. O valor da companhia é de mais de US$ 1 trilhão.

Em breve, as ações do Facebook negociadas nos Estados Unidos vão mudar do atual ticker “FB” para “MVRS”, para corresponder ao novo nome da empresa. A data exata da mudança ainda não foi confirmada.

Facebook-meta

Último balanço acima do consenso

O Facebook reportou lucro acima de US$ 9 bilhões no terceiro trimestre de 2021, sendo uma alta de 17% ante o terceiro trimestre do ano anterior.

Isso porque a estimativa para o lucro da empresa estava em “estável”, ou seja, mantendo o mesmo número registrado no terceiro trimestre de 2020. Também porque a companhia vive uma crise de imagem, com ex-funcionários delatando supostas práticas antiéticas.

O volume alcançado pela rede social representa lucro por ação em US$ 3,22 no período, também acima da previsão de US$ 3,19 feita por analistas do FactSet.

Já a receita marcou US$ 29,010 bilhões, alta de 35% contra o registrado no mesmo intervalo do ano passado.

O balanço mostra ainda que o número de usuários ativos diariamente em setembro subiu 6% na base anual, em uma média de US$ 1,93 bilhão. Em comparação com o trimestre anterior, o número ficou praticamente estável.

Para o próximo trimestre, a companhia diz esperar uma receita entre US$ 31,5 bilhões e US$ 34 bilhões.

Desempenho dos BDRs do Facebook

Os BDRs do Facebook (FBOK34) registram uma valorização de 31% em 2021, indo de R$ 50,81 em 4 de janeiro a R$ 66,90 em 22 de novembro.

facebook

Como investir no Facebook?

Os investidores brasileiros podem ter acesso aos chamados BDRs – Brazilian Depositary Receipts – do Facebook.

Eles são ativos que representam ações de empresas estrangeiras. Quem adquire um BDR está, indiretamente, participando de uma empresa no exterior, e terá direito aos dividendos distribuídos pela companhia lá fora.

Funciona mais ou menos como um fundo de investimento. O investidor não vira o dono da ação, portanto não é sócio da empresa em questão.

Para comercializar um BDR, a instituição emissora do papel adquire várias ações de empresas estrangeiras. Depois monta um “pacote” e vende partes dele aos investidores. Logo, esses títulos são como cotas.

O que é preciso fazer para investir no Facebook?

Para adquirir BDRs do Facebook, o investidor precisa procurar um banco ou uma corretora de valores autorizados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

História do Facebook

A história da maior rede social que já existiu acompanha a trajetória de seu principal fundador, Mark Zuckerberg. Mas também tem um brasileiro no enredo.

O paulistano Eduardo Saverin fez parte do grupo de estudantes de Harvard que se uniu para dar forma ao aplicativo que revolucionaria a maneira como as relações sociais são firmadas e mantidas.

Zuckerberg, Saverin e mais

Foi no dormitório de uma fraternidade de Harvard que Zuckerberg, um geniozinho da computação, e sua turma lançaram o site Thefacebook. Compunham o grupo, além dos dois, Dustin Moskovitz, Chris Hughes e Andrew McCollum.

A rede social só funcionava, até então, no campus e era restrita aos estudantes da universidade. Mas a repercussão foi tamanha que, em um mês, Stanford, Columbia e Yale também já integravam a rede.

Foi do bolso de Saverin que saíram os primeiros mil dólares para sustentar o projeto. E o primeiro endereço da empresa foi o endereço de seus pais, em Miami.

Logo, o Thefacebook ganharia importância e se mudaria para o Vale do Silício. A partir deste momento, Saverin, que permaneceu na universidade, começa a se distanciar do grupo e da empresa.

Em 2005, Mark Zuckerberg contrata Sean Parker, co-fundador da Napster, para assumir o setor financeiro do site. Foi dele a ideia de mudar o nome de Thefacebook para Facebook.

Hoje, Zuckerberg está na lista da Forbes como um dos homens mais ricos do mundo, com fortuna estimada em mais de US$ 100 bilhões.

A história do Facebook é cheia de polêmicas, que envolvem desentendimentos entre os seus criadores e, também, a autoria do aplicativo. Em 2008, Zuckerberg fez um acordo extrajudicial com os irmãos Cameron e Tyler Winklevoss e com Divya Narendra, ex-colegas de faculdade. Isso porque eles acusaram Mark de ter roubado a ideia do Facebook, que teria sido desenvolvida pelos três.

O Facebook também é dono de outros dois aplicativos de muito sucesso: WhatsApp e Instagram.

Holding Meta e o metaverso

Em 28 de outubro de 2021 o Facebook anunciou a mudança do nome da empresa para Meta. Segundo Mark Zuckerberg, o nome das redes sociais não será alterado.

“Para ajudar a dar vida ao metaverso, temos um nome que reflete o futuro que queremos construir”, disse Zuckerberg, durante conferência da companhia sobre realidade aumentada.

A companhia afirmou que a mudança não vai alterar a estrutura do grupo, que continua com as redes sociais Facebook, WhatsApp e Instagram.

O novo nome deriva de metaverso. O metaverso é uma espécie de universo digital que poderá ser explorado por pessoas que não estão no mesmo espaço físico, onde é possível assumir qualquer personalidade, ou trabalhar em projetos colaborativos.

Não há uma explicação definitiva para o metaverso, pois ainda tem muitas variáveis para sua existência. Entretanto, a ideia geral é que ele é a mistura do mundo físico com o digital. Imersão pode ocorrer, mas não é necessariamente uma regra, assim como a fusão da computação com o ambiente real.

(Com Cláudia Zucare Boscoli)

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