O balanço do quarto trimestre de 2025 (4T25) da Lavvi (LAVV3) foi considerado modesto. Na avaliação da XP, embora a receita tenha avançado, ela foi pressionada por despesas de vendas mais elevadas — principalmente ligadas ao Projeto Casa Cerâmica —, aumento de provisões, maiores despesas gerais e administrativas, e um resultado financeiro mais fraco.
Esses fatores, em conjunto, limitaram o crescimento da lucratividade no período.
Ainda assim, os analistas Ygor Altero e João Rodrigues mantiveram a recomendação de compra para a Lavvi, sustentada por uma visão estrutural positiva de longo prazo para a companhia.
Para o fim do ano, o preço-alvo da construtora está em R$ 26. Na manhã desta sexta-feira (13), por volta das 11h40, os papéis eram negociados a R$ 16, com um potencial de valorização de 62,5%.
O que pesou no resultado da Lavvi no trimestre
Na avaliação da XP, a Lavvi até mostrou sinais operacionais positivos no quarto trimestre, mas eles não foram suficientes para sustentar uma entrega mais forte de rentabilidade.
A corretora destaca que a receita avançou apoiada pela evolução do percentual de conclusão das obras e pelo bom desempenho do Casa Cerâmica, enquanto a margem de backlog subiu para 37,5%, em um sinal positivo para os próximos trimestres.
Ainda assim, o EBITDA ficou em R$ 129 milhões, com queda de 21% na comparação anual e leve frustração frente à estimativa da casa. Já o lucro líquido somou R$ 105 milhões, recuo de 13% em um ano e também abaixo do esperado.
“Apesar da evolução positiva da receita, maiores despesas com vendas, aumento das provisões, despesas gerais e administrativas mais altas e resultados financeiros mais fracos limitaram o desempenho de EBITDA e lucro no período”, dizem Altero e Rodrigues.
Segundo a XP, a pressão veio principalmente do avanço das despesas operacionais, com maiores gastos de marketing, estandes e pessoal, além de um aumento relevante no nível de provisões no trimestre.
A casa também chama atenção para a piora da alavancagem financeira. A relação entre dívida líquida e patrimônio líquido subiu para 22,1%, ante 4,1% no terceiro trimestre, movimento explicado pelo consumo de caixa e pelo pagamento de dividendos no período.
Mesmo assim, a XP ressalta que a Lavvi segue com uma rentabilidade elevada em relação aos pares. O ROE anualizado ficou em 28% nos últimos 12 meses, mantendo a companhia entre os destaques do setor.
Leia também:






