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Trimestre fraco pode marcar virada da WEG (WEGE3), diz Safra

Trimestre fraco pode marcar virada da WEG (WEGE3), diz Safra

Banco projeta quedas anuais de 2,3% na receita, 6,5% no Ebitda e 7,5% no lucro no segundo trimestre de 2026

A WEG (WEGE3) deve apresentar resultados mais fracos no segundo trimestre de 2026, mas o período pode marcar o início de uma melhora na trajetória de receita da companhia, segundo prévia elaborada pelo Safra.

A fabricante de equipamentos elétricos divulgará os números na próxima quarta-feira (22). Para o banco, comparações menos exigentes e a entrada de novas capacidades produtivas devem favorecer a recuperação das vendas a partir do terceiro trimestre.

“Esperamos um trimestre fraco, mas que pode marcar um ponto de inflexão na trajetória de receita da companhia, apoiado por bases de comparação mais fáceis”, afirma o Safra.

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Receita da WEG pode recuar 2,3%

O Safra projeta receita líquida de R$ 9,97 bilhões no segundo trimestre, uma queda de 2,3% em relação ao mesmo período de 2025. Na comparação com os três primeiros meses de 2026, contudo, a estimativa representa crescimento de 5,3%.

“Para o segundo trimestre, projetamos receita líquida de R$ 9,97 bilhões, com queda anual de 2,3% e avanço de 5,3% na comparação trimestral”, aponta o banco.

A retração anual deve refletir uma base de comparação mais exigente no negócio de energia solar, a demanda doméstica mais fraca em transmissão e distribuição de energia e as restrições de capacidade enfrentadas pela operação internacional desse segmento.

O Safra também cita o câmbio menos favorável, com desvalorização anual de aproximadamente 10% do dólar frente ao real, como outro fator de pressão sobre a receita.

“A queda anual deve refletir comparações mais difíceis no negócio solar, demanda doméstica fraca em transmissão e distribuição, restrições de capacidade na operação internacional e câmbio menos favorável”, detalha a casa.

A expectativa é que esse quadro comece a mudar no terceiro trimestre. A melhora deverá ser sustentada por comparações mais favoráveis no negócio solar e pelo aumento gradual da produção na nova unidade de Betim, em Minas Gerais.

“Esperamos que as tendências de receita melhorem gradualmente a partir do terceiro trimestre, apoiadas por comparações mais fáceis no negócio solar e pela nova capacidade em Betim”, acrescenta o Safra.

Custos devem pressionar margens da WEG

A recuperação das vendas não deverá ser acompanhada imediatamente por uma melhora consistente da rentabilidade. O banco espera que os custos trabalhistas e de matérias-primas continuem pressionando as margens durante 2026.

Para o segundo trimestre, a projeção é de um Ebitda de R$ 2,11 bilhões, com queda anual de 6,5% e avanço trimestral de 0,5%. A margem Ebitda deve alcançar 21,2%, uma redução de 0,94 ponto percentual em um ano.

“Esperamos que as margens permaneçam pressionadas ao longo do ano, uma vez que os custos trabalhistas e tarifários podem continuar afetando a rentabilidade”, afirma o Safra.

As despesas trabalhistas estão relacionadas principalmente às contratações e ao treinamento de funcionários para as novas instalações da companhia. Parte dessa pressão poderá ser compensada por uma composição de vendas mais favorável, com menor participação do negócio solar, que opera com margens inferiores.

O Safra ainda projeta lucro líquido ajustado de R$ 1,47 bilhão, uma retração anual de 7,5%. O resultado ficaria 1,5% abaixo do consenso de mercado reunido pela casa.

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Tarifas e expansão de capacidade entram no radar

Na divulgação dos resultados, o Safra acompanhará as indicações da administração sobre a normalização das margens, o avanço da nova capacidade produtiva e a demanda nos mercados da América do Norte e da Europa.

A casa também avaliará os efeitos da tarifa global de 25% e da cobrança adicional de 12,5% sobre as exportações brasileiras aos Estados Unidos citadas no relatório, além do desempenho ainda fraco do negócio doméstico de transmissão e distribuição.

O banco manteve recomendação neutra para WEGE3, com preço-alvo de R$ 53,60. O valor representa um potencial de valorização de 21% em relação à cotação de R$ 44,20 considerada no relatório.