A WEG (WEGE3) pode estar entre as companhias beneficiadas caso o Brasil consolide sua posição como um polo global de infraestrutura digital voltada à inteligência artificial, segundo análise do Bradesco BBI.
O comentário tem como base um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado pela MegaWhat, que estima um potencial de atração entre US$ 431,8 bilhões e US$ 698,5 bilhões em investimentos totais no país.
De acordo com o estudo citado pelo banco, o Brasil reúne vantagens competitivas para disputar investimentos em data centers e infraestrutura digital, entre elas a matriz elétrica majoritariamente renovável, a localização geográfica estratégica, o tamanho do mercado doméstico e a demanda crescente por serviços de nuvem e inteligência artificial.
No cenário mais ambicioso analisado pela FGV, a capacidade instalada de infraestrutura digital no Brasil poderia sair de aproximadamente 1 GW para 13,7 GW até 2035.
“O Brasil pode atrair entre US$ 431,8 bilhões e US$ 698,5 bilhões em investimentos totais se consolidar sua posição como um polo global de infraestrutura digital focada em IA”, aponta o estudo da FGV, segundo o Bradesco BBI.
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WEG pode capturar demanda em infraestrutura digital
Para o Bradesco BBI, a leitura é positiva para a WEG, ainda que sem impacto imediato no preço das ações ou nas estimativas do banco para a companhia.
O potencial de investimentos envolve tanto a construção de infraestrutura física — como terrenos, obras civis, sistemas elétricos, sistemas mecânicos, refrigeração, edifícios e segurança — quanto a compra de equipamentos de tecnologia da informação, incluindo servidores, armazenamento, redes e aceleradores de processamento para aplicações de IA.
É justamente na parte de infraestrutura elétrica e soluções industriais que a WEG poderia ser beneficiada. Segundo o BBI, uma expansão desse mercado no Brasil tende a elevar a demanda por produtos e soluções da companhia, especialmente pela amplitude de seu portfólio nas divisões de Equipamentos Eletroeletrônicos Industriais (EEI) e Geração, Transmissão e Distribuição (GTD).
“O aumento do investimento em infraestrutura digital no Brasil seria um desenvolvimento positivo, pois poderia impulsionar uma maior demanda pelos produtos e soluções da empresa”, afirmam os analistas Daniel Federle e Wellington Lourenço.
Apesar da avaliação favorável, o banco ressalta que a notícia ainda não muda suas projeções para a WEG. A análise, portanto, funciona mais como um potencial vetor estrutural de demanda no longo prazo do que como um gatilho imediato para revisão de preço-alvo ou estimativas financeiras.
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