As ações da BR Partners (BRBI11) desabam quase 7% nesta sexta-feira (7), a aproximadamente R$ 13, após um balanço do segundo trimestre considerado fraco pelo mercado. Com isso, a desvalorização dos papéis da empresa nos últimos seis meses superar 30%.
Segundo relatório do Bradesco BBI, o balanço trimestral foi pressionado por um ambiente de mercado de capitais desafiador e menores taxas de estruturação.
“Embora a empresa sinalize um segundo semestre mais positivo com melhora no pipeline de negócios e captação em fundos de crédito, a volatilidade macroeconômica e os juros altos justificam uma postura mais conservadora em nossas estimativas”, avaliou a casa de análise.
A BR Partners reportou um lucro líquido de R$ 35 milhões no segundo trimestre do ano, ficando 11% abaixo das estimativas do BBI, com Retorno sobre o Patrimonio Líquido Médio (ROAE) recuando para 17,5%.
De acordo com a casa de análise, o resultado foi impactado por receitas mais fracas no mercado de capitais, embora tenha sido parcialmente mitigado por despesas operacionais melhores que o esperado.
Proventos aprovados
Em paralelo à divulgação do balanço, o conselho de administração também aprovou a distribuição de R$ 0,18 por unit em proventos, representando um payout de 54%.
“Devido ao cenário mais desafiador, com juros elevados e menor atividade de mercado, reduzimos nossas projeções de lucro líquido em 24% a 25% para 2026 e 2027. Consequentemente, ajustamos o nosso preço-alvo de R$ 26 para R$ 22 por ação, adotando premissas mais conservadoras para o período”, completa trecho do relatório.
BR Partners tem lucro líquido de R$ 35,1 milhões
A BR Partners registrou lucro líquido de R$ 35,1 milhões no segundo trimestre de 2026, retração de 22,4% em relação aos R$ 45,2 milhões apurados no mesmo período do ano anterior. A receita total da instituição somou R$ 130,1 milhões no trimestre, queda de 6,6% frente aos R$ 139,3 milhões registrados no 2TRI25.
A margem líquida também recuou, passando de 32,4% no 2TRI25 para 27,0% no 2T26, uma queda de 5,5 pontos percentuais. O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) seguiu a mesma direção, caindo de 22,6% para 17,5% na comparação entre os dois trimestres — retração de 5,0 pontos percentuais.
Já o índice de eficiência, que mede a proporção de despesas em relação às receitas, piorou de 43,3% no 2T25 para 61,2% no 2T26, avanço de 17,9 pontos percentuais. O índice de remuneração dos colaboradores também subiu no período, de 24,9% para 38,4%, alta de 13,5 pontos percentuais.
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