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Mitre tem lucro em linha, mas ROE de 6% segue abaixo do custo; ações sobem 2%

Mitre tem lucro em linha, mas ROE de 6% segue abaixo do custo; ações sobem 2%

Segundo relatório do BTG Pactual, os resultados do trimestre vieram amplamente em linha com as expectativas do banco

Mesmo com melhora expressiva de margens e lucro líquido 46% maior na comparação anual, a Mitre (MTRE3) voltou a apresentar no segundo trimestre de 2026 um retorno sobre o patrimônio (ROE) considerado fraco pelo mercado: 6% em base anualizada, patamar ainda abaixo do custo de capital da companhia. As ações da incorporadora reagiram com alta de 2% na bolsa de valores.

Segundo relatório do BTG Pactual, os resultados do trimestre vieram amplamente em linha com as expectativas do banco. A receita líquida somou R$ 271 milhões, alta de 5% na comparação anual e 7% acima da estimativa do BTG. O lucro bruto ajustado atingiu R$ 105 milhões, avanço de 27% ante o mesmo período do ano passado e 15% superior à projeção do banco, o que resultou em uma margem bruta ajustada de 39% — expansão de 6,6 pontos percentuais na base anual e 2,5 pontos acima do esperado.

O lucro líquido, de R$ 15 milhões, cresceu 46% na comparação com o segundo trimestre de 2025, mas ficou dentro do previsto pelo BTG, uma vez que despesas maiores que o antecipado e o efeito da participação de minoritários pressionaram o resultado final — o que explica o ROE anualizado de apenas 6%.

A companhia também reportou queima de caixa de R$ 12 milhões no trimestre, valor menor que os R$ 25 milhões estimados pelo banco. A dívida líquida da Mitre encerrou o período em R$ 498 milhões, equivalente a uma relação dívida líquida sobre patrimônio de 46%.

Ambiente econômico desafiador

Diante de um cenário macroeconômico ainda desafiador para o segmento de renda média/alta e de uma alavancagem que segue acima da média dos pares, o BTG Pactual manteve recomendação neutra para as ações da Mitre, mesmo reconhecendo que o papel é negociado com desconto, a 0,3 vez o valor patrimonial tangível (P/TBV).

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A Mitre Incorporadora registrou lucro líquido de R$ 15,125 milhões no segundo trimestre de 2026, avanço de 45,5% frente aos R$ 10,393 milhões apurados no mesmo período de 2025. Na comparação com o primeiro trimestre deste ano, no entanto, o resultado recuou 17,7%, ante os R$ 18,383 milhões registrados entre janeiro e março.

A receita operacional líquida somou R$ 270,935 milhões no trimestre, crescimento de 5,5% em relação ao 2T25, mas queda de 5,0% frente ao 1T26. Já o lucro bruto atingiu R$ 86,567 milhões, alta de 32,3% na comparação anual e de 6,6% ante o trimestre anterior, levando a margem bruta a 32,0% — expansão de 6,5 pontos percentuais em doze meses e de 3,5 pontos na base trimestral.

Na métrica ajustada, o lucro bruto somou R$ 105,171 milhões, aumento de 27,1% na comparação anual e de 5,7% frente ao trimestre imediatamente anterior. A margem bruta ajustada avançou para 38,8%, alta de 6,6 pontos percentuais na comparação com o 2T25 e de 3,9 pontos ante o 1T26.

No acumulado do primeiro semestre de 2026, a companhia teve lucro líquido de R$ 33,508 milhões, salto de 54,9% em relação aos R$ 21,628 milhões contabilizados no mesmo intervalo de 2025.