As ações da Porto (PSSA3) caem quase 5% nesta sexta-feira (7) em reação ao balanço do segundo trimestre de 2026. O lucro recorrente de R$ 889 milhões superou as projeções, mas o crédito do banco dominou a leitura.
O BTG Pactual manteve a recomendação neutra. O resultado ficou 1% acima da estimativa da casa e 2% acima do consenso, com retorno sobre patrimônio de 22,7%.
Seguros sustentam o trimestre
A vertical de seguros faturou R$ 5,9 bilhões, alta de 8,5%. Os prêmios de Auto aceleraram para 7,9%, ante cerca de 3% no trimestre anterior, e a sinistralidade caiu 1,4 ponto percentual.
“A subscrição permaneceu bastante saudável: a sinistralidade da vertical caiu 1,4 ponto percentual, com Auto em 56,7%”, escreveram Eduardo Rosman, Ricardo Buchpiguel e Antonio Pascale, analistas do BTG Pactual.
“A comissão mais alta não impediu a vertical de expandir a rentabilidade, com lucro de R$ 456 milhões e ROE ainda muito alto, em 32,9%”, apontaram Eduardo Rosman, Ricardo Buchpiguel e Antonio Pascale.
A faxina no Porto Bank
O banco foi o ponto fraco. As perdas de crédito chegaram a R$ 868 milhões, o custo de crédito subiu para 12,7% e o lucro da vertical caiu 32%, para R$ 138 milhões.
“O principal ponto negativo, como esperado, veio do banco, dado o forte aumento da inadimplência e das provisões na carteira de cartão de crédito”, registraram Eduardo Rosman, Ricardo Buchpiguel e Antonio Pascale, do BTG Pactual.
Do lado positivo, o índice de eficiência melhorou 4 pontos percentuais em um ano, para 25,4%. A companhia também destacou que a inadimplência de 15 a 90 dias em cartões, indicador antecedente, já recuou no trimestre.
“Dadas as crescentes preocupações dos investidores com a qualidade de ativos no Brasil, não descartamos alguma pressão de curto prazo sobre as ações”, ponderaram os analistas.
A Porto revisou várias faixas do guidance de 2026. As perdas de crédito subiram para R$ 3,1 bilhões a R$ 3,5 bilhões, compensadas por projeções melhores de receita, eficiência, sinistralidade e alíquota efetiva.
“Se a ação reagir negativamente à deterioração da qualidade de ativos, isso pode criar uma oportunidade. Vamos ver”, concluíram Eduardo Rosman, Ricardo Buchpiguel e Antonio Pascale.






