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Weg é “compounder orientada a retornos” de longo prazo, diz XP

Weg é “compounder orientada a retornos” de longo prazo, diz XP

Analistas veem a empresa com uma reaceleração crível ligada à entrada de capacidade a partir de 2027

A Weg (WEGE3) é uma empresa cujos retornos são mais bem avaliados em um horizonte mais longo, conforme os investimentos maturam. Essa é a avaliação central dos analistas Lucas Laghi, Fernanda Urbano e Guilherme Nippes, da XP Investimentos, após reunião com o CFO da companhia, André Rodrigues, e o gerente de relações com investidores, Felipe Hoffmann.

“Continuamos vendo a WEG como uma compounder orientada a retornos”, afirmam os analistas. A visão positiva se mantém mesmo diante de ventos contrários de curto prazo, como restrições de capacidade e pressão cambial.

Crescimento limitado em 2026

O crescimento da Weg deve permanecer contido neste ano. As receitas devem caminhar para expansão de dígito simples em 2026, nas taxas de câmbio atuais, pressionadas pela capacidade ainda em expansão e pelo ambiente cambial desfavorável.

O cenário muda a partir de 2027 e 2028, quando novas plantas devem atingir plena utilização.

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“Seguimos vendo uma reaceleração crível ligada à entrada de capacidade a partir de 2027–28, particularmente em transmissão e distribuição”, destacam Laghi, Urbano e Nippes.

Expansões no Brasil, México, Colômbia e Estados Unidos estão no radar. A gestão da companhia segue mirando crescimento de dois dígitos entre divisões, sustentado por expansão de capacidade e eventuais fusões e aquisições.

Margens não refletem nível normalizado

Na rentabilidade, os analistas alertam para uma leitura equivocada dos resultados mais recentes. As margens do primeiro trimestre são vistas como menos representativas do patamar estrutural da companhia.

A precificação e a normalização da dinâmica de custos devem sustentar essa melhora ao longo do ano.

Um ponto de atenção é o segundo semestre: as despesas com SG&A tendem a subir com o ramp-up de capacidade, o que pode limitar parte do avanço de margem no curto prazo.

T&D e mercados externos sustentam perspectiva positiva

No segmento de equipamentos elétricos industriais, os analistas receberam positivamente os indicadores de entrada de pedidos, especialmente nos mercados externos. No mercado doméstico, há sinais iniciais de recuperação após um período mais fraco, mas ainda é cedo para avaliar a sustentabilidade dessa melhora.

Em transmissão e distribuição, a demanda subjacente segue robusta e a oferta permanece apertada.

As tarifas americanas seguem como variável relevante. O cenário atual é amplamente mais favorável para a Weg em motores e transformadores de potência, embora menos em transformadores de distribuição, o que pode exigir realocação de produção.

Solar fraco, mas novas verticais ganham espaço

A demanda por energia solar permanece estruturalmente mais fraca após mudanças regulatórias no Brasil. Ainda assim, outras avenidas começam a compensar esse movimento, com destaque para geradores, sistemas de armazenamento de energia (BESS) e condensadores síncronos.

Em geradores, a forte demanda de data centers e a necessidade de redundância energética têm impulsionado os negócios, especialmente via Marathon. Nos condensadores síncronos, os analistas notam sinais encorajadores de formação de carteira de pedidos, incluindo contratos recentes de grande escala.

“Vemos BESS e condensadores síncronos ganhando relevância, apoiados por vetores claros de demanda estrutural, ainda que a visibilidade sobre o timing dos leilões de BESS e a dinâmica competitiva permaneça limitada”, concluem Laghi, Urbano e Nippes.

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